Províncias

Inclusão digital das zonas rurais

André Amaro| Lubango

A Universidade Mandume, situada na VI Região Académica, desenvolve um projecto de inclusão digital das comunidades rurais e desfavorecidas, usando as tecnologias de informação e comunicação.

Universidade Mandume desenvolve um projecto de inclusão digital
Fotografia: JA

Denominado “Oficinas de Inclusão Digital Versus Inclusão Social”, o projecto, orçado em dois milhões de dólares, está a ser desenvolvido numa primeira fase nas províncias da Huíla e Cunene, para posteriormente ser alargado ao Namibe e Kuando-Kubango, num período de dois anos.
O pró-reitor da Universidade Mandume ya Ndemufayo e coordenador do projecto, Alberto Wapota, esclareceu que o objectivo é alfabetizar as comunidades rurais através do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação.
O referido projecto, que conta com a parceria da Universidade de Pretória, Universidade de Lisboa, Ministério da Ciência e Tecnologia, consiste em abrir oficinas de inclusão digital em salas de informática apetrechadas com computadores ligados à Internet e salas de audiovisuais.
O pró-reitor informou que o projecto tem um carácter científico e pretende influenciar no processo de ensino e aprendizagem nas comunidades rurais.
“Os estudantes que estão nas aldeias vão receber os conteúdos através da Universidade de Lisboa para o ensino da Matemática, Língua Portuguesa e Ciências da Natureza, na quinta classe.
No Lubango os alunos vão utilizar conteúdos locais, para depois fazerem a comparação”, disse. Alberto Wapota anunciou que vão ser instaladas 12 oficinas, três em cada uma das províncias da Huíla, Cunene, Namibe e Kuando-Kubango, num período de dois anos. Neste momento já está instalada a oficina da Tchavola, arredores da cidade do Lubango, equipada com 12 computadores, Internet e rede configurada. Já estão identificados espaços na comuna da Mupa e no Cunene, afirmou.
O professor da Universidade de Pretória, Nixon Muganda, que trabalha com a equipa da Universidade Madume ya Ndemufayo na identificação dos espaços e instalação das oficinais, disse que os dois países têm um foco comum na área de desenvolvimento tecnológico.
A África do Sul, assegurou Nixon Muganda, tem estruturas tecnológicas mais desenvolvidas e uma experiência grande no que diz respeito ao acesso das tecnologias de informação e comunicação, junto das comunidades.

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