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Inspecção garante controlo de fármacos

Delfina Victoriano e Afonso Belo O | Cuito

O chefe do departamento de inspecção hospitalar na província do Bié, Óscar Bambi, garantiu a existência de controlo na distribuição de medicamentos nas unidades sanitárias.

A inspecção é feita igualmente nas instituições privadas para prevenir determinadas doenças causadas por fármacos deteriorados
Fotografia: Santos Pedro

O sector procura fazer o acompanhamento e velar pela orientação dos profissionais de saúde, que estão directamente em contacto com os pacientes, para cumprirem os padrões exigidos.
O chefe do departamento de inspecção hospitalar informou  que, para o controlo organizado de distribuição de medicamentos, existe uma equipa estruturada da Direcção Provincial da Saúde.
O controlo de medicamentos começa no departamento de assistência hospitalar até o seu último destino. Garantiu que através das equipas de trabalho instaladas em várias áreas, hospitais e farmácias, e com ajuda das fichas de stock e de relatórios, tem sido possível controlar a saída e os destinos dos medicamentos na província.
Devido à existência de medicamentos expirados, a inspecção é feita igualmente nas instituições privadas para prevenir determinadas doenças que são provenientes de fármacos. A inspecção hospitalar desloca-se regularmente às unidades farmacêuticas privadas para constatar a existência de medicamentos expirados que acabam por chegar aos utentes.
A falta de laboratórios na província, para determinar a qualidade dos medicamentos em determinadas unidades sanitárias privadas, tem dificultado a realização de um trabalho mais aturado por parte dos técnicos da inspecção.
/>Violência doméstica

A violência doméstica tem contribuído para o aumento da mortalidade, nos últimos anos, na província do Bié, lamentou o chefe do departamento local da saúde pública, Isaías Cambissa Sambunga. O responsável da saúde pública disse que, além das lesões físicas, a violência doméstica causa também danos emocionais e psíquicos com consequências sociais graves para as famílias.
Isaías Sambunga disse que o sector da Saúde recebe casos complicados, muitos motivados pela violência doméstica, dai que deve existir uma maior envolvência dos actores sociais.
Acrescentou que há ainda a necessidade de propor uma colaboração entre os profissionais da saúde, psicólogos, técnicos das Direcções Provinciais da Família e Promoção da Mulher, Justiça e Direitos Humanos, Polícia Nacional e órgãos de comunicação social, para reduzir os casos existentes. Defendeu que se aposte igualmente na busca das reais causas do fenómeno, melhorar as investigações e procurar soluções dos casos registados.
Isaías Sambunga aconselhou as famílias, como principal núcleo da sociedade, a pautarem pelo diálogo, para evitar danos morais e psicológicos, que são maléficos à Nação.

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