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Instituição recebe alunos ainda este ano

Justino Victorino | Huambo

A futura escola de dimensão regional, destinada à formação de técnicos ferroviários e de manutenção de equipamentos, em construção na cidade do Huambo,

Futura escola regional está a ser construída no Huambo num espaço de cinco hectares
Fotografia: Francisco Lopes | Huambo - Edições Novembro

pela direcção do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) recebe os primeiros alunos ainda este ano, garantiu ontem, o presidente do Conselho da Administração da firma.
Carlos Gomes afirmou que, após a conclusão da infra-estrutura, a escola, além de quadros angolanos, vai também formar técnicos das vizinhas Repúblicas Democrática do Congo e da Zâmbia, países que partilham a mesma linha férrea.
A futura escola de dimensão regional, com capacidade para acolher centenas de alunos, vai dispor de  28 salas de aula, laboratórios de construção civil, electrotecnia, telecomunicações com e sem fio e de química. Os formandos estarão em regime de internato. O estabelecimento vai igualmente contar com oficinas de mecânica, de reparação electromecânica e de sinalização.
Também deverá contar com áreas administrativas, gabinetes de directores, professores, secretaria, parque de estacionamento, refeitório, quartos-dormitórios para alunos e professores e outras componentes que serão equipadas com tecnologia e meios modernos.
Carlos Gomes diz tratar-se do primeiro projecto do género na região de âmbito central, está a ser erguido num espaço de cinco hectares e vai formar quadros das províncias do centro e sul do país. São dois edifícios acoplados num único espaço.  
A futura escola vai ministrar os cursos de manutenção das infra-estruturas, gestão de transportes ferroviários, maquinistas e telecomunicações de nível médio e poderá receber os primeiros alunos ainda este ano.
Carlos Gomes informou que obras do género estão a ser erguidas nas províncias de Luanda e da Huíla, para permitir que cada linha possa formar os seus quadros, de modo a substituir os falecidos e os que já passaram à reforma.
Carlos Gomes garantiu que, além da escola, o CFB vai também reparar as antigas estruturas da companhia, como serralharia, caldeiraria e outras especialidades ligadas à tecnologia ferroviária, para servir de apoio a formação dos futuros técnicos.

Recrutamento de professores

O presidente do Conselho de Administração do CFB assegurou que, para além de contar com antigos funcionários e trabalhadores reformados na transmissão de conhecimentos e experiência técnica e profissional à nova geração de ferroviários, a escola vai criar parcerias com algumas instituições do nível médio e superior para que as aulas sejam ministradas em sistema online. “Vamos aproveitar os professores que neste momento estão reformados, mas que ainda tem experiência e capacidade de instruir a nova geração”, precisou, referindo que o projecto contempla também a reabilitação das oficinas gerais, actualmente em estado avançado, com vista a proporcionar melhores condições de trabalhos aos funcionários.
A linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) é um dos principais ganhos em termos de infra-estruturas registado ao longo dos mais de 40 anos de Independência Nacional. A sua reabilitação decorreu por fases e a primeira e mais importante integrou o percurso entre o Lobito, Calengue e Cubal. A população da região começou a sentir os efeitos da importante infra-estrutura, depois de facilitar o escoamento dos produtos do campo e receber a partir do litoral bens de primeira necessidade.
O reinício da circulação do comboio, depois de muitos anos de paralisação, permitiu a criação de vários postos de trabalho, transportação de mercadorias de forma segura e contribuiu para o ressurgimento do sector industrial.

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