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Instituto prepara jovens em ciências

Marcelo Manuel| Ndalatando

O director do Instituto EIFFEL, em Ndalatando, Francisco Lopez, disse ontem que a instituição perspectiva melhorar a qualidade do ensino e a diversidade de técnicos nas áreas de Medicina, Engenharia, Laboratório e Ciências da Educação.

Alunos do curso de ciências técnicas durante uma aula teórica numa das escolas de Ndalatando
Fotografia: Nilo Mateus| Ndalatando

O director do Instituto EIFFEL, em Ndalatando, Francisco Lopez, disse ontem que a instituição perspectiva melhorar a qualidade do ensino e a diversidade de técnicos nas áreas de Medicina, Engenharia, Laboratório e Ciências da Educação.
De acordo com Francisco Lopez, o instituto do ensino médio está vocacionado para formar alunos com equivalência média, durante três anos, encaminhando directamente os mais destacados para os cursos superiores de Medicina e Petróleos, entre outros.
O projecto decorre de uma iniciativa da Associação "Missão Laica Francesa", petrolífera "Total", em parceria com o Ministério da Educação, sendo estes responsáveis por todo aparato técnico da escola, batas, cadernos e outros meios de ensino utilizados pelos alunos.
Considerou que a filosofia de 24 alunos em cada sala, ao contrário dos 34 recomendados pela reforma educativa, permite aos professores transmitir melhor os conhecimentos e conhecer facilmente as dificuldades e potencialidades dos alunos.
"Para o arranque do projecto em Ndalatando, a direcção provincial da Educação do Kwanza-Norte teve o cuidado de seleccionar os melhores professores, recrutados localmente, na sua maioria jovens licenciados e bacharéis em Ciências de Educação", sublinhou o responsável da instituição escolar.
Segundo Francisco Lopez, para o próximo ano lectivo estão preparadas mais duas salas de aula que vão albergar os alunos da 12ª classe e o número vai aumentar para 144. 
Aberto em Março de 2009, o instituto tenciona melhorar as aptidões dos alunos do ensino secundário do segundo ciclo, que frequentam os cursos de matemática, física, química, geometria analítica, geologia e informática, entre outros, ministrados entre a 10ª e 11ª classe, correspondentes ao primeiro e segundo ano.
Actualmente funciona com 96 alunos e nove professores e dispõe de seis salas de ensino geral, com capacidade para 26 lugares cada, dois laboratórios para pesquisas de química, física e biologia, e uma sala de informática equipada com 12 computadores.
Rodolfo Spencer, aluno do segundo ano, reconheceu que a assimilação de conhecimentos é difícil por causa das dificuldades de adaptação ao novo perfil de formação. Mas disse que está disposto a enfrentar o desafio.
Eurides Romeu, que também frequenta a 11ª classe, encara a formação com rigor porque é da formação que depende o seu futuro. Qualificou os professores de bons e pacientes em função dos conteúdos temáticos ministrados por eles que, em seu entender, possibilitam o enquadramento em qualquer faculdade técnica.
O professor Felipe do Nascimento afirmou que trabalhar numa escola com o perfil da Eiffel exige alguma responsabilidade e competência, em função do programa e objectivos definidos pela escola.
As escolas Eiffel estão presentes nas províncias do Bengo, Kwanza-Norte, Malange e Cunene.

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