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Institutos assinam acordo no Cuanza Sul

Casimiro José | Sumbe

O Instituto Nacional de Petróleos (INP) do Cuanza Sul e o Instituto Médio Industrial de Luanda (IMIL) assinaram ontem, na cidade do Sumbe, um protocolo de entendimento com o objectivo de ambas as escolas trabalharem na orientação dos projectos tecnológicos dos alunos.

Directores das instituições escolares asseguram que a qualidade dos trabalhos de fim de curso dos alunos vai melhorar
Fotografia: Fernando Camilo | Sumbe

O protocolo de entendimento, que entra na fase de concretização já neste segundo trimestre do ano lectivo, foi assinado pelos directores gerais do INP, Domingos Francisco, e do IMIL, Philomene Marie José Carlos.
O acordo vai conferir às duas instituições grandes benefícios, principalmente a troca de experiências em práticas laboratoriais das disciplinas de Física, Química, Electricidade, Electrónica, Mecânica e Mecatrónica e Electromecânica.
O acordo contempla também a troca de experiências em matérias relacionadas com a organização e orientação das práticas oficinais de mecânica e mecatrónica, trabalhos conjuntos de actualização dos conteúdos programáticos das disciplinas e a partilha de ensaios sobre a organização das coordenações de cursos, de disciplinas e das direcções de turmas.
O director-geral do INP, Domingos Francisco, sublinhou que a escola que dirige vai aproveitar o acordo para o reforço da capacidade dos professores, tendo em conta que o IMIL possui bons docentes nas componentes de instrumentação e práticas laboratoriais.
Disse que o IMIL pode beneficiar dos equipamentos de ponta instalados no INP, sobretudo os seus laboratórios robóticos, turbinas e pneumáticos. Com a assinatura do protocolo, a formação de técnicos de ambas as instituições vai conhecer uma nova era e responder aos desafios da capacitação de técnicos competentes à altura de concorrerem ao mercado de trabalho.
A directora-geral do IMIL, Philomene Marie, manifestou-se satisfeita pela assinatura do protocolo, tendo considerado um momento singular por unir na mesma causa as instituições nacionais que procuram juntar sinergias em torno da formação técnico-profissional de jovens. A instituição possui um corpo docente com vasta experiência, que pode ser útil à outra parte, enquanto o IMIL vai beneficiar das potencialidades que o INP ostenta no domínio dos equipamentos laboratoriais de formação.
O director nacional do Ensino Técnico-profissional do Ministério da Educação, António do Nascimento Alexandre, que testemunhou o acto, disse que o protocolo vai ajudar a superar as dificuldades que cada uma das escolas passava.
No domínio lectivo, o referido acordo de entendimento vai proporcionar aos alunos um ensino mais técnico, como premissa requerida pelo Programa Nacional de Formação de Quadros do Executivo, para o período 2013/2017.
O director do Ensino Técnico-profissonal lembrou que os cursos de instrumentação constituem uma componente importante para a criação do auto-emprego dos jovens formados, numa altura em que “o país precisa de quadros formados com qualidade e para a realidade”.

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