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Isaac dos Anjos saúda o comboio

Estanislau Costa | Lubango

A reconstrução e apetrechamento com equipamento moderno do Caminho-de-Ferro de Moçamedes (CFM), com a linha do troço Matala-Menongue já testada e em condições para suportar o transporte de pessoas e mercadorias, são um ganho incomensurável para a província da Huíla.

Com a entrada em circulação do comboio dos Caminhos- de- Ferro de Moçamedes o escoamento dos produtos passa a ser mais rápido
Fotografia: Jornal de Angola

A reconstrução e apetrechamento com equipamento moderno do Caminho-de-Ferro de Moçamedes (CFM), com a linha do troço Matala-Menongue já testada e em condições para suportar o transporte de pessoas e mercadorias, são um ganho incomensurável para a província da Huíla.
O governador Isaac dos Anjos fez estas declarações à imprensa local, quando se referia aos principais feitos alcançados com a independência. “Quando o comboio voltar a circular em pleno e reactivar a exploração das minas de ferro de Chamutete e Kassinga, a província vai ter uma participação aceitável no Produto Interno Bruto nacional”.
O Estado angolano, em parceria com a China, está a reconstruir todas as infra-estruturas do caminho-de-ferro e a projectar mais um ramal para ligar à vizinha República da Namíbia. “Com a conclusão das obras ferroviárias vai ser possível transportar as mais de nove milhões de toneladas de ferro destinadas à exportação”, disse.
Afirmou que são vários os sinais de desenvolvimento que a província apresenta, estando algumas infra-estruturas de suporte concluídas, outras em execução e programadas. “Recuperámos as estradas e estamos a instalar a fibra óptica em vários pontos para facilitar, no futuro, o acesso à Internet e outras facilidades de comunicação”. Isaac dos Anjos, que acompanhou a proclamação da independência através das ondas Hertzianas da Rádio Nacional na zona do Cuangar, em consequência da intensidade dos conflitos no Planalto Central, sente-se motivado todos os dias “porque as causas que sempre defendemos continuam válidas até hoje: a melhoria da qualidade de vida dos angolanos”.
Reafirmou que “esse é o objectivo maior pelo qual nos envolvemos nesta causa e já beneficiamos dos frutos da independência. Por exemplo, a minha geração já entrou massivamente na universidade, que antes era algo muito selectivo”.
Acrescentou que, após 1975, a selectividade de acesso à universidade passou a depender apenas da competência, mérito e capacidade de cada um. “Isto é uma grande conquista e portanto, quem se dedicar mais e se empenhar tem o mundo e o desenvolvimento em aberto”.
 Relativamente à construção e reconstrução nacional, considera a juventude como uma peça fundamental por ser “a promotora e dela depender o nosso futuro”.
Sustentou que as riquezas em solos agrícolas da nação podem levar o país a atingir, num horizonte de 10 anos, uma produção de alimentos em quantidade capaz de permitir a criação de reserva alimentar. O período difícil de guerra “ensinou-nos a ter noção da importância do armazenamento alimentar, para suprir as necessidades da nossa população, o seu gado, os bens, os seus haveres em caso de crise”.
Este, disse, é o meu sonho imediato, que alimenta a esperança de ver o país trilhar por estes caminhos e deixar de pagar os custos da importação de bens alimentares quando “eles podem ser produzidos no território nacional e gerar riqueza”.

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