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Jovens com financiamento garantido

Víctor Pedro | Sumbe

Jovens empreendedores da província do Cuanza Sul foram  incentivados sexta-feira, pelo director provincial da Juventude e Desportos, Agostinho Cassessa, no sentido de aproveitarem as oportunidades do projecto Projovem, concebido pelo Executivo para ajudar a juventude a criar pequenos negócios.

Vão ser financiados projectos ligados à agricultura para que os jovens empreendedores possam ajudar a aumentar a produção
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

Agostinho Cassessa, que falava no anfiteatro do Instituto de Ciências da Educação do Sumbe, na apresentação formal do projecto Projovem, acrescentou que um dos grandes objectivos é o financiamento de empresas particulares e não só, lideradas por jovens da faixa etária entre os 18 e os 40 anos.
Outra finalidade do projecto apontada pelo responsável da Juventude e Desportos no Cuanza Sul tem a ver com o contributo para a diversificação da economia, que exige a criação de mais empresas privadas sólidas e capazes de criar postos de trabalho, pagar impostos e dinamizar a economia nacional, que ainda se circunscreve ao petróleo.
Agostinho Cassessa explicou que o projecto surge para facilitar e acabar com as dificuldades entre as entidades financiadoras, que são os bancos, e os empresários. “O controlo dos financiamentos vai ser reforçado, tendo em conta os casos dos incumpridores que nos projectos passados furtaram-se das suas responsabilidades, na altura do reembolso”.
O responsável da Juventude e Desportos na província fez saber que os requisitos do projecto exigem que os beneficiários tenham uma empresa constituída e certificada no Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), impostos regularizados, experiência ou formação profissional do negócio, conhecimentos em gestão e não ter crédito mal-parado ou dívida na banca, ter cartão de contribuinte, registo da empresa e alvará comercial.
O Projovem, acrescentou, é dirigido aos jovens empreendedores do país, visando apoiar áreas de negócios ligadas à agricultura, pesca, pecuária, tecnologias de informação, comunicação e inovação, empreendedorismo cultural, indústria, hotelaria e turismo, comércio e prestação de serviços.
Agostinho Cassessa lembrou que o banco indicado para processar o financiamento é o BCI e que o período de reembolso é de 60 meses, que será ajustado com a capacidade de pagamento da empresa. Durante o encontro, foram também esclarecidas as taxas de juro anuais, que variam de sector para sector, sendo a agricultura, pesca, pecuária, inovação e empreendedorismo cultural fixados a 7,12 por cento, o sector da indústria  a 8,27 e as restantes áreas, como hotelaria, turismo, comércio e serviços a 9,43. A taxa de juro de demora é de dois por cento e o período de carência vai até 24 meses.

Credibilidade dos projectos


António Fonseca, jovem empreendedor que participou no encontro, mostrou-se  desmotivado pelo facto de já se ter inscrito e criado condições para beneficiar de um dos vários projectos dirigidos à juventude, até agora sem resultados nem explicações.O jovem, que diz ser lamentável certos projectos ficarem engavetados por falta de padrinhos, pede maior rigor e responsabilidade, para que o Projovem alcance os objectivos preconizados.
O líder juvenil Wenga Franco defende disciplina e honestidade, para que o Executivo não seja desacreditado. “Os financiadores devem identificar meios dos beneficiários que podem ser penhorados, como garantias que impeça aos mesmos furtarem-se”.
Participaram no encontro de lançamento do Projovem na província do Cuanza Sul membros do Governo, directores provinciais, gerentes de bancos sedeados, líderes juvenis, religiosos, estudantes universitários, docentes, empreendedores, comerciantes e vendedores.

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