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Acção Social regista 132 casos de violência doméstica

Weza Pascoal| Menongue

O Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, no Cuando Cubango, registou de Janeiro a Abril do ano em curso, 132 casos de violência doméstica, dos quais 46 foram resolvidos e oito resultaram em divórcio, informou, ontem, ao Jornal de Angola na cidade de Menongue, a responsável do Centro de Aconselhamento Familiar.

Fotografia: Dr

Maria Cambinda disse que os outros casos que ficaram sem solução pacificamente, foram encaminhados para o Serviço de Investigação Criminal (SIC) e para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Trataram-se de questões relacionadas com o incumprimento de mesada, ofensas morais, chantagens e agressões.

Segundo a responsável, em igual período do ano passado foram registados 124 ocorrências, das quais 49 foram resolvidas, 11 resultaram em separação, seis encaminhados à PGR, dois ao SIC, um à Procuradoria Militar e igual número ao Sobado, assim como, 54 ficaram pendentes.
Fez saber que um grande número de casos de incumprimento de mesada e ofensas corporais, têm sido cometidos por efectivos do Ministério do Interior e das Forças Armadas Angolanas (FAA), razão pelo qual tem ministrado palestras nestas instituições sobre as consequências da violência doméstica.
Maria Cambinda apontou a falta de meios de transporte como a principal dificuldade que assola a instituição que dirige. “Por falta de meios rolantes não conseguimos expandir os trabalhos nas zonas recônditas da província”, informou.
Sublinhou que a violência doméstica é um mal que contribui para a desintegração das famílias, o núcleo fundamental de qualquer sociedade. “Este mal coloca em risco o futuro das crianças e da própria sociedade, pois quem cresce em lares conflituosos tende a ser violento”, disse a responsável.

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