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Acções de sensibilização diminuem casos de malária

Alzira da Silva | Menongue

O oficial provincial do programa de combate à malária, Ntima Mandawele, informou, na semana finda, em Menongue, que desde a entrada em vigor do programa de combate à malária, em 2008, o número de mortes passou de 600 para 450 por ano, afectando maioritariamente crianças.

Para além das campanhas de sensibilização estão a ser distribuídos mosquiteiros
Fotografia: Jornal de Angola

O oficial provincial do programa de combate à malária, Ntima Mandawele, informou, na semana finda, em Menongue, que desde a entrada em vigor do programa de combate à malária, em 2008, o número de mortes passou de 600 para 450 por ano, afectando maioritariamente crianças.

Apesar do apoio do Governo central e de outras entidades envolvidas no combate ao paludismo, Ntima Mandawele disse que as autoridades sanitárias locais enfrentam sérias dificuldades para fazer face ao vector transmissor da doença, devido ao deficiente saneamento básico do meio e de alguns populares que teimam em cultivar milho nos seus quintais.
O programa de combate à malária tem já gizado um plano de actividades, consubstanciado na realização de campanhas de pulverização dos charcos e na desinfestação das residências com insecticidas, incluindo a vegetação ao redor das áreas residenciais, com o propósito de se acabar com as larvas reprodutoras dos mosquitos.
Ntima Mandawele adiantou que só na cidade de Menongue, no período de Janeiro a Março deste ano, as autoridades sanitárias já notificaram um total de 9.358 casos de malária, que resultaram na morte de 65 pessoas, 48 das quais crianças menores de cinco anos. “Ainda não recolhemos os dados de outras regiões do interior da província, onde o estado de cobertura da doença é ainda mais grave”, disse.
O responsável disse que actualmente a acção contra a doença consiste na distribuição gratuita de mosqueteiros tratados com insecticida às mulheres grávidas e às crianças menores de cinco anos, em toda a extensão da província, para se protegerem dos mosquitos.
Desta acção resultou a distribuição, nos primeiros três meses do ano, de 37.505 mosqueteiros, abrangendo um total de 28.357 mulheres grávidas e 8.698 menores de cinco anos. O programa integra também um número de 2.500 activistas comunitários, que trabalham nas diferentes comunidades para sensibilizarem a população sobre certos comportamentos a observar. 
Segundo Mandawele, durante o ano passado, a malária infectou, em toda a extensão da província do Kuando-Kubango, mais de 29.694 pessoas, das quais 479 morreram. No mesmo período foram distribuídos 64.994 mosqueteiros ao grupo alvo. A distribuição da terapia à base de coarten a todos os postos de enfermagem da província e a realização de peças teatrais para demonstração prática de como as pessoas devem agir para manter o seu habitat longe dos mosquitos, constam do vasto leque de actividades que o programa de combate à malária leva a cabo.

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