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Aguardada com uma grande expectativa a chegada do comboio à cidade do Luena

Lino Vieira | Luena

Os trabalhos de reabilitação do Caminho-de-Ferro de Benguela dão esperança de dias melhores à população, que aguarda, com muita expectativa, a chegada em Dezembro do comboio ao Moxico. 

Os trabalhos de reabilitação do Caminho-de-Ferro de Benguela dão esperança de dias melhores à população, que aguarda, com muita expectativa, a chegada em Dezembro do comboio ao Moxico.    
 O anúncio da chegada do comboio ao Moxico foi feito pelo director nacional dos Caminhos-de-Ferro de Angola, Júlio Bango Joaquim,  durante a sua visita de constatação dos trabalhos ao longo da linha-férrea.  
O administrador municipal do Moxico, Zaqueu Isaac, numa entrevista concedida ao Jornal Angola,  manifestou a sua satisfação pela reabertura do Caminho-de-Ferro de Benguela e afirmou que a circulação do comboio vai permitir a transportação de enormes quantidades de mercadorias e melhorar as trocas comerciais entre as localidades. 
Zaqueu Isaac disse ainda que o apitar do comboio na província do Moxico vai facilitar o escoamento de produtos do campo para os grandes centros comerciais e proporcionar maior desenvolvimento na região e em alguns países da SADC. 
O administrador municipal do Moxico afirmou que a circulação do comboio, de Benguela ao município fronteiriço do Luau, vai gerar muitos postos de trabalho, diminuir o índice de pobreza e fomentar o turismo na região leste.  
Zaqueu Isaac pediu à população para evitar actos de vandalismo, registados em algumas localidades, onde “alguns cidadãos que não querem o bem danificam infra-estruturas importantes, que o Executivo coloca para servir a maioria”. O administrador louvou a participação da população nos trabalhos em curso, pois, disse, centenas de cidadãos, que vivem ao longo da linha-férrea, continuam a dar o seu contributo para que o comboio volte a apitar, este ano, no leste de Angola.  
Os trabalhos da linha-férrea incluem a desminagem, desmatação, terraplenagem, colocação de esgotos, pontes, extensão de travessas e carris.  Para facilitar os trabalhos, disse o administrador, uma empresa chinesa montou, a dez quilómetros da  Luena,  uma fábrica de travessas, com capacidade  para  produzir 50 mil travessas de betão por mês.     No troço Luena/Cangumbe, numa extensão de 112 quilómetros, homens e máquinas trabalham sem parar. As chuvas que caem quase diariamente na região não atrapalham os construtores da linha-férrea.  As infra-estruturas de apoio, como estações, que durante o conflito armado foram destruídas, também estão a ser reabilitadas e modernizadas.   
 Lourenço Vítor Chimuco, estudante universitário, falando dos benefícios que o comboio vai trazer para o desenvolvimento da província afirmou que o Executivo está atento à resolução dos principais problemas que ainda afectam a população.   “O programa de reconstrução do país está a ser bem conduzido, porque, com a reabilitação dos caminhos-de-ferro, estradas e aeroportos, os custo de viagem são menores e o cidadão tem opção na escolha do meio de transporte que pretende usar”, disse.  
Vanuza Rodrigues, miss Moxico, disse que a vinda do comboio vai proporcionar maior desenvolvimento em vários sectores, principalmente o do turismo, uma das áreas que vai gerar receitas para o Estado e permitir a divulgação dos hábitos e costumes da região.

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