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Área de desenvolvimento turístico identificada na localidade de Dirico

Nicolau Vasco|Diríco

A comissão multissectorial dos pólos de desenvolvimento turístico de Angola trabalhou quinta e sexta-feira no Dirico, Kuando-Kubango, para definir, entre outros assuntos, os métodos de criação dos gabinetes de gestão e concertar limites de alargamento turístico dos pólos de Calandula, Cabo Ledo e Bacia de Okavango, resultante do decreto presidencial nº 54, 55 e 56/03/2011. 

Chefe da bacia de Okavango
Fotografia: Nicolau Vasco|Dirico

A comissão multissectorial dos pólos de desenvolvimento turístico de Angola trabalhou quinta e sexta-feira no Dirico, Kuando-Kubango, para definir, entre outros assuntos, os métodos de criação dos gabinetes de gestão e concertar limites de alargamento turístico dos pólos de Calandula, Cabo Ledo e Bacia de Okavango, resultante do decreto presidencial nº 54, 55 e 56/03/2011. 
 Depois de ter já reunido este ano em Calandula/Malange e Cabo Ledo/Bengo, a comissão, coordenada pela chefe da bacia de Okavango, Amélia Cazalma, constatou de perto as potencialidades da flora e fauna que a região do Dirico oferece.
 Na oportunidade, Amélia Cazalma, em representação de Alfredo Varo Caputo, coordenador da        comissão multissectorial dos pólos de desenvolvimento do turismo, disse que o projecto vai contribuir para a redução da pobreza, através da       integração das comunidades pelo emprego, protecção do ecossistema da biodiversidade e diminuição do conflito entre o animal e o homem.
 Amélia Cazalma sublinhou que os três pólos, que constituem a coutada da Quissama, as Quedas de Calandula e a Bacia de Okavango, além de promoverem o desenvolvimento do turismo, proporcionam um desenvolvimento sustentável e económico às famílias angolanas, por causa do seu ambiente, que é abundante em recursos naturais valiosos.  
 Disse que o pólo de desenvolvimento turístico do Dirico possui uma superfície de 18.590 quilómetros quadrados, limitada a leste pelo município do Rivungo, a oeste Calay e a sul pela vizinha República da Namíbia.
 O município do Dirico é rico em biodiversidade e tem um potencial turístico invejável. Desperta actualmente maior interesse dos turistas nacionais e estrangeiros, que se deslocam à circunscrição limítrofe com a vizinha República da Namíbia.  “A execução deste programa vai potenciar um outro já existente, designado Okavango-Zambeze, que engloba cinco países da região austral de África, Angola, Namíbia, Zâmbia, Botswana e Zimbabwe”, frisou.
 Satisfeito com a escolha do município ficou o administrador do município do Dirico, Jacob Filipe, que espera, a curto prazo, reduzir as assimetrias de desenvolvimento no seio das populações.
 Disse haver um grande esforço do Executivo e do governo provincial, que está a permitir a construção de infra-estruturas sociais, como escolas, postos médicos e residências, tendo apelado à classe empresarial a investir no sector da Hotelaria e Turismo.
 O município possui áreas classificadas como reservas parciais e coutadas com leopardos, girafas, búfalos, palanca real, javalis, cabra do mato, guelengues, elefantes, hipopótamos, avestruzes e outros.
 Em relação à flora, há várias espécies, com realce para Mussivi, Mupanda, Mucussi e Girassonde, importantes para a actividade madeireira.
 Aquele responsável disse que se deve efectuar o trabalho de desminagem, tendo em conta que a zona foi palco de guerra durante 27 anos. Como consequência, a actividade agro-pecuária, a circulação de pessoas e bens e aterragem de aviões conhecem muitas limitações.
 Participaram no encontro técnicos dos ministérios da Hotelaria e Turismo, Cultura, Transportes, Interior, Agricultura, Ambiente, representantes das províncias de Malange, Bengo e Kuando-Kubango. 

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