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Arranque dos trabalhos continua sem data

Nicolau Vasco | Menongue

As obras de construção da nova centralidade de Menongue, província do Cuando Cubango, projectada pela Sonangol Imobiliária e Propriedades (SONIP) continuam sem data para o seu arranque, revelou o director-geral da Imogestin, a nova gestora do projecto.

Cidade de Menongue está a ganhar outra imagem com novas construções
Fotografia: matavidi Kilomoso

Rui Cruz falava no termo de uma visita de trabalho, que visou acertar pormenores técnicos sobre a construção da centralidade de Menongue com o Governo Provincial do Cuando Cubango e avaliar detalhes do estado físico dos cerca de 5.600 fogos habitacionais atribuídos à província.
Embora seja projectada pela SONIP há já algum tempo, por razões administrativas, o projecto nunca saiu do papel, tendo em atenção os elevados custos que este tipo de empreitadas acarreta.
O director da Imogestin defendeu que o novo modelo de construção das novas centralidades pelo país deve ter em conta as características de cada região, para se evitar casos de negócio mal parado, ou seja, situações em que as casas construídas com fundos públicos permaneçam muito tempo sem potenciais compradores.
A gestora está a trabalhar para que se revejam alguns projectos já em curso e daí antever outras soluções para o arranque da construção da nova centralidade de Menongue, assim como melhorar outros programas habitacionais.
O director-geral da Imogestin, empresa que substituiu a SONIP na gestão das novas centralidades do país, anunciou que são introduzidas algumas alterações técnicas nos projectos imobiliários futuros, incluindo o do Cuando Cubango.
Na cidade de Menongue, adiantou o director da Imogestin, estão já concluídos 111 fogos habitacionais, nas municipalidades do Cuchi, Cuito Cuanavale, Rivungo, Mavinga, Dirico, Nancova e Cuangar, mas ainda não arrancaram as obras de construção das primeiras 76 residências do município do Calai, por razões desconhecidas.
 Higino Carneiro defendeu que a nova centralidade de Menongue deve ser erguida nos espaços onde o Governo realiza o processo de requalificação, iniciado nas zonas ribeirinhas e que se estende pelos bairros periféricos construídos de forma desordenada.
Além da cidade de Menongue, o governador provincial pretende que a Imogestim estenda o seu projecto imobiliário para os municípios de Cuangar, Calai, Dirico e Rivungo, que faz fronteira com a Namíbia e Zâmbia.
Disse que a região vive sérios problemas de falta de habitação, com algumas sedes municipais e, sobretudo comunais, que se confundem com aldeias, devido à destruição que viveram no passado e às poucas infra-estruturas ali colocadas.

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