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Aterro recebe grandes toneladas de resíduos

Nicolau Vasco | Menongue

Cerca de 160 toneladas de lixo produzido em residências, hospitais, centros comerciais, empresas de construção civil e nos esgotos, são depositados diariamente no primeiro aterro sanitário de Menongue.

Crescimento demográfico acompanhado da actividade comercial foi mencionado como a principal causa do aumento da produção do lixo
Fotografia: Nicolau Vasco|Menongue

Com o surgimento do aterro, a cidade de Menongue viu diminuídas as grandes quantidades de resíduos sólidos que produzia no passado, disse Adyar Saldanha, responsável da Soenco, empresa que fiscaliza a obra do primeiro aterro. O governo provincial investiu este ano mais de cinco mil milhões de kwanzas na sua construção.
O aterro sanitário de Menongue, com capacidade para tratar diariamente 150 toneladas de resíduos sólidos, ocupa um espaço de 3.500 metros quadrados. A infra-estrutura possui 12 valas de 190 metros de comprimentos, três de profundidade e quatro de largura.
Quatro destas covas já estão em funcionamento e diariamente ali são despejados os resíduos transportados por 20 camiões de oito toneladas cada um. Adyar Saldanha disse que a construção teve início em Novembro do ano passado, restando apenas a conclusão da construção da balança rodoviária, guarita, muro de vedação, oficina e o edifício administrativo.  Esta parte do aterro,  acrescentou, está pendente dos trabalhos topográficos e hidrogeológicos que estão a ser feitos no local. Os estudos topográficos, referiu Adyar Saldanha, servem para determinar com exactidão a qualidade dos solos, ao passo que os relacionados com os hidrogeológicos permitem avaliar a possibilidade de vazamento dos resíduos líquidos, produzidos pelo lixo, para se evitar a contaminação dos lençóis de águas subterrâneas. O responsável da Soenco informou que quatro das 12 valas concluídas em Janeiro já estão cheias de resíduos sólidos, devido à recolha do lixo produzido nos últimos dez anos, quantidades que eram depositadas ao ar livre nos arredores de Menongue. Adyar Saldanha realçou que a entrada em funcionamento do aterro gerou 35 empregos directos, dos quais cinco brasileiros. 

Ambiente saudável


O tratamento dos desperdícios evita a poluição do ambiente e garante um ar saudável para a população do Kuando-Kubango.
 O crescimento demográfico de Menongue, acompanhado da actividade comercial e das empresas de construção civil, foi apontado como a principal causa do aumento da produção de lixo nos principais centros urbanos da província.
O governador do Kuando-Kubango, Higino Carneiro, visitou recentemente o local e garantiu que se vai continuar a trabalhar na criação de condições financeiras para ampliação do projecto de Menongue e a construção de aterros sanitários nos restantes municípios da província.
A segunda fase do projecto contempla serviços de reciclagem industrializada para a produção de fertilizantes e objectos plásticos.
Depois de alguns anos, os lugares onde estão a ser construídos os aterros sanitários vão ser objecto de um processo de monitorização específico, albergando espaços verdes ou a construção de outros empreendimentos, eliminando o efeito estético negativo em torno do crescimento da cidade, referiu Adiar Saldanha.

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