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Aumenta número de casos de violência doméstica

Lourenço Bule | Menongue

O departamento para Política Familiar na província do Kuando-Kuando notificou, de Janeiro a Outubro deste ano, 475 casos de violência doméstica de natureza diversa, disse a responsável do sector.

Aprovação da nova lei vai ajudar na reconciliação de muitas famílias para que possam ter uma sociedade cada vez mais humana
Fotografia: Lourenço Bule|Menongue

Cecília Bimba Incha, que falava na abertura das actividades dos 16 dias do activismo e de combate à violência doméstica, esclareceu que dos casos registados, destacam-se 36 de agressões físicas, 70 de ofensas morais e 100 de natureza económica, onde 121 mulheres e 20 homens apresentaram queixas à direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher.
A chefe do departamento para a Política Familiar disse ainda que dos casos registados, 183 foram resolvidos, 49 transferidos para a Procuradoria-Geral da República, 35 culminaram em divórcio, um caso foi enviado para as autoridades tradicionais e igual número transferido para o Instituto Nacional da Criança.
 Foram ainda encaminhados 16 casos à direcção Provincial de Investigação Criminal e 219 outros continuam pendentes.
Em função do aumento dos casos, Cecília Incha apelou a população a denunciar e apresentar queixa na direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher, para que os transgressores possam ser responsabilizados pelos seus actos.
“Com a aprovação da nova lei, muitas famílias vão se reconciliar, para que possamos ter uma sociedade cada vez mais humana e respeitadora, atendendo que a família é a célula principal de uma comunidade e deve viver em plena harmonia”, notou a responsável.
As actividades em prol dos 16 dias de activismo e de combate à violência doméstica terminam no dia 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, com a realização de uma palestra que retrata o quotidiano das famílias e uma tarde músico- cultural a ser a­nimada por músicos locais.

Caso de divórcio

Na direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher, o Jornal de Angola interpelou a senhora Eva Maria António que, na altura, apresentava queixa contra os seu marido, Arthur Paulo, que se recusou a assumir a paternidade do terceiro filho, alegando não ser seu.
“O meu esposo, desde que foi transferido para trabalhar na comuna do Catuitui, município do Cuangar, vive de desconfiança. Quando fiquei concebida e depois do nascimento do miúdo, disse-me que agora tem a certeza de que o filho não é dele”, desabafou, manifestando o seu descontentamento quanto à situação que vive.A vítima acrescentou ainda que depois da separação, o esposo deixou de sustentar os filhos, situação que deixa completamente irritada Eva Maria António, que solicitou que se faça um teste de DNA para determinar a paternidade do filho. Contactado pelo Jornal de Angola, Arthur Paulo disse que se divorciou da esposa por esta estar envolvida numa relação secreta com um vizinho que há muito desconfiava, justificando que não faz sentido continuar a gastar somas avultado de dinheiro em vão, quando se sabe quem é o verdadeiro pai.

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