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Aumentam casos de Sida

Carlos Paulino | Menongue

As autoridades sanitárias da província do Kuando-Kubango registaram, entre os meses de Janeiro e Maio deste ano, um total de 126 novos casos de infecções por VIH/Sida, nos centros de aconselhamento e testagem voluntária (CATV).

Supervisor do Programa António Aguiar
Fotografia: Jornal de Angola

As autoridades sanitárias da província do Kuando-Kubango registaram, entre os meses de Janeiro e Maio deste ano, um total de 126 novos casos de infecções por VIH/Sida, nos centros de aconselhamento e testagem voluntária (CATV).
O supervisor provincial do programa de controlo à doença, António Aguiar, revelou ontem que os casos positivos foram diagnosticados entre 1.982 pessoas que acorreram aos referidos centros.
Entre os 126 afectados, o supervisor provincial destacou o caso de uma criança, que está a ser seguida no hospital central de Menongue, e de 44 mulheres grávidas.
Em 2010, das 3.556 pessoas que fizeram a testagem nos centros, 274 estavam positivas, havendo entre elas 66 mulheres grávidas e quatro crianças menores de cinco anos.
António Aguiar sublinhou que existem ainda muitos casos de pessoas diagnosticadas com resultados positivos, mas que não vão às unidades hospitalares para o controlo ou terapia da doença, factor que concorre para a propagação do VIH/Sida na região.
Além disso, considerou que a procura pelos CATV instalados nos municípios de Menongue, Cuito Cuanavale, Cuchi e Calai ainda é irrisória, uma vez que muitos jovens continuam a ignorar o perigo da doença, apesar das campanhas a nível dos jornais, rádios e televisões.
para reverter a situação, a direcção provincial da Saúde vai instalar, nos próximos dias, novos CATV nos municípios de Mavinga, Nancova, Dirico, Cuangar e Rivungo, devido ao índice elevado da Sida e da extensa fronteira que partilham com as repúblicas da Namíbia e da Zâmbia, onde a prevalência de casos é muito elevada.
Ao mesmo tempo, vão prosseguir as palestras de sensibilização para a prevenção e combate à doença, distribuição de preservativos e panfletos nas escolas e mercados paralelos, e operações stop, para que as pessoas ganhem consciência do perigo da enfermidade.

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