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Aumentam os casos de exploração infantil

Carlos Paulino| Menongue

Os casos de exploração de trabalho infantil, sobretudo nos mercados informais, têm aumentado nos últimos tempos, no Cuando Cubango, sobretudo nos mercados informais, disse ontem a directora provincial do   Instituto Nacional da Criança (INAC).

Directora Provincial do Instituto da Criança lamenta que havia poucas denúncias
Fotografia: Carlos Paulino|Menongue

Aida Manuel chamou a atenção para a fraca denúncia de casos de violência contra crianças a nível da província. A directora provincial do   Instituto Nacional da Criança explicou que de Janeiro a Maio deste ano, o Instituto Nacional da Criança registou 31 casos de violência contra as crianças, com realce para abandono, fuga à paternidade, abusos sexuais e maus tratos, cujas ocorrências foram encaminhadas para os órgãos competentes.
Para a solução das questões relacionadas com os abusos às crianças, o Instituto Nacional da Criança conta  com a colaboração da Direcção Provincial da Investigação Criminal, do Tribunal e da Procuradoria-Geral da República.
A directora provincial do Instituto Nacional da Criança defendeu a necessidade de  reforçar a divulgação da lei, pelo facto de terem sido introduzidos novos elementos à estratégia nacional para a prevenção e combate  à violência contra crianças.  “É necessário promover e assegurar os direitos da criança à sobrevivência, ao desenvolvimento, à participação e à protecção”, disse, acrescentando que a par da implementação dos onze compromissos, a nível da província do Cuando Cubango o Instituto Nacional da Criança tem realizado várias acções de mediação nas questões inerentes à criança.
O vice-governador para o Sector Político e Social, Pedro Camelo, garantiu que o Governo da província  continua a trabalhar em prol do bem-estar social das crianças, sobretudo na implementação de projectos e programas para que os seus onze compromissos sejam cumpridos e tenham uma vida digna e feliz. Pedro Camelo defendeu a necessidade de  trabalhar de forma empenhada e responsável na divulgação da lei, para que seja devidamente reconhecida, entendida, interpretada e aplicada na sua plenitude. Considerou ainda ser necessário prestar uma atenção especial às crianças desprovidas do convívio familiar, implementando programas que garantam a sua educação e formação integral.
“Não podemos  esquecer que sobre nós recai a tarefa de preparar a criança para que possa viver uma vida saudável.
Também temos de primar pela educação dos pequenos num espírito de paz, dignidade, tolerância, liberdade, solidariedade, igualdade e crescer num ambiente familiar sadio com muita felicidade, amor e de compreensão, ao contrário torna-se  difícil”, concluiu.   

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