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Aumentam os casos de Sida na região

Cláudia Muhatili | Menongue

As autoridades sanitárias na província do Cuando Cubango estão preocupadas com o aumento de casos de Sida, tendo-se registado, só no primeiro trimestre do corrente ano, 355 o­corrências positivas.

Mulher gravída procura conhecer o seu estado serológico num dos centros de aconselhamento e testagem voluntára do Cuando Cubango
Fotografia: Cláudia Muhatili|Menongue

Esta informação foi prestada ao Jornal de Angola, Na cidade de Menongue, pelo supervisor provincial do programa de luta contra a Sida, António Aguiar, tendo a­crescentado que no mesmo período de 2013 foram registados 266 casos positivos da doença.
António Aguiar salientou que, durante o primeiro trimestre do corrente  ano, 4.886 pessoas afluíram aos Centros de Aconselhamento e Testagem Voluntária e que, dos casos positivos, 130 foram diagnosticadas em mulheres grávidas e em crianças.
Acrescentou que 58 mulheres estão a ser seguidas pelo programa de corte de transmissão vertical, que permite que mães seropositivas possam dar à luz bebés saudáveis.
António Aguiar explicou ainda que, dos 355 casos registados, a cidade de Menongue lidera com 257 ocorrências, com 98 pessoas a fazerem o tratamento e as outras, que ainda têm a sua prevalência controlada, em fase de seguimento.
Destacou que têm sido realizadas várias actividades no sentido de sensibilizar a população sobre o combate e prevenção da Sida, malária, má nutrição, cuidados de higiene e a importância das vacinas.
“Agora que já temos instalados em todos os municípios da província do Cuando Cubango os Centros de Aconselhamento e Testagem Voluntária, estas campanhas fazem com que as pessoas procurem ainda mais os nossos serviços, para conhecerem o seu estado serológico”, disse. António Aguiar sublinhou que a vasta fronteira que o Cuando Cubango divide com as Repúblicas da Namíbia e da Zâmbia, tem sido outra situação que contribui para o aumento de casos positivos de Sida na região.
O supervisor provincial do programa da luta contra a Sida lamentou o facto de muitas pessoas, quando diagnosticadas com o vírus, abandonarem, durante dois ou três meses, o tratamento, colocando em risco a sua saúde. António Aguiar garantiu que existem medicamentos suficientes na região, não havendo motivos para as pessoas abandonarem o tratamento.
“Temos recebido regularmente medicamentos para tratar diversas doenças”, disse o supervisor do programa da luta contra a Sida. 

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