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Autoridades contra funerais em locais impróprios

Carlos Paulino | Menongue

O administrador municipal de Menongue, província do Kuando-Kubango, denunciou a existência de quatro cemitérios ilegais onde as pessoas realizam todos os dias actos fúnebres sem a devida autorização da administração.

Um dos motivos para este tipo de prática resulta do desejo das pessoas quererem enterrar os famíliares num local próximo de casa
Fotografia: Carlos Paulino| Menongue

Antunes Huambo disse ao Jornal de Angola que os cemitérios estão localizados nas zonas do Sakanphoco, Kalupassa, Kambumbe e Macueva, arredores da cidade de Menongue.
O administrador lamentou o facto de os funerais em locais impróprios terem a participação de funcionários que exibem diversas viaturas da administração do Estado e que sabem que esta prática é um atentado à saúde pública, à preservação do meio ambiente e um desrespeito ao ordenamento do território.
Por este facto, pediu a colaboração de toda a população e em particular das autoridades tradicionais, para desencorajarem tais práticas, pois as pessoas que insistirem neste tipo de comportamento vão sentir a mão pesada da administração municipal que prevê aplicar sanções duras previstas pela lei. 
“Creio que um dos principais motivos deste tipo de prática negativa resulta do desejo das pessoas quererem enterrar os familiares num local mais próximo da sua residência, sem terem em conta o perigo que pode resultar deste tipo de comportamento. Portanto, achamos ser uma  um atentado à saúde pública”, notou. O responsável disse ainda que o município de Menongue tem um cemitério municipal legalizado que todos os dias atende actos fúnebres sem qualquer pagamento à administração municipal.  Neste momento, salientou, decorrem as obras de conclusão de um novo cemitério municipal, com capacidade para mais de sete mil campas e outros serviços para um acto fúnebre condigno. Entretanto, o administrador de Menongue, Antunes Huambo, mostrou-se também preocupado com o aumento de construções anárquicas no município de Menongue, sobretudo nas áreas próximas das margens dos rios.
Informou que as pessoas só devem construir as residências afastadas mais de 50 metros das margens dos rios, em espaços devidamente autorizados pela administração municipal, e com acompanhamento do croquis de localização.
“Temos estado a desencorajar as pessoas que ocupam terrenos em lugares que são monumentos e sítios históricos da província do Kuando-Kubango e do município de Menongue, em particular, com o argumento de serem funcionários do Estado ou militantes deste ou daquele partido”, frisou.
Antunes Huambo destacou que a lei é para todos e ninguém deve sentir-se acima dela.
 
Multas pesadas

Por esta razão, a administração municipal vai começar a aplicar multas pesadas e também proceder a acções de demolição de obras construídas de forma anárquica, desrespeitando as normas e a autoridade estabelecida no município de Menongue.

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