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Autoridades prometem boa colheita

Cláudia Muhatili| Menongue

O governo do Kuando-Kubango vai assistir 273 associações, 27 cooperativas e mais de 60 mil famílias camponesas para cultivarem 155 mil hectares de terra disponíveis para a campanha agrícola 2013/2014, disse ao Jornal de Angola, em Menongue, o director da Agricultura.

Estiagem que assolou a região sul do país comprometeu a agricultura no ano passado mas este ano os camponeses esperam boa safra
Fotografia: Cláudia Muhatili| Menongue

Manuel Mateus Alexandre disse que dos 155 mil hectares, três mil hectares são mecanizados através do programa de extensão de desenvolvimento rural. No ano agrícola anterior foram trabalhados 154.549 hectares com uma colheita de 67.­987 toneladas de produtos diversos, com realce para o milho, massango, massambala e arroz.
A presente campanha agrícola 2013/2014 decorre sem sobressaltos, garantiu o responsável, sublinhado ter recebido do Ministério da Agricultura 15 toneladas de sementes de milho, 20 de feijão, 20 de arroz, 50 de fertilizantes e cinco toneladas de sulfato de amónio.
Para os próximos dias está prevista a chegada de mais 60 toneladas de sementes de milho, 30 de massango e igual número de massambala e de feijão, 25 carroças de tracção animal, 30 cabeças de gado de bovino e 100 semeadoras e adubadores.
O director da agricultura prevê estarem criadas as condições para a abertura da campanha agrícola, esperando que ela seja melhor do que a anterior, marcada pela estiagem.
Os municípios mais afectados pela seca foram os de Nancova, Calai, Cuangar e Dirico, porque a população está distante das fontes de água, situação que provocou a morte de muitas cabeças de gado bovino. No município de Nancova, por exemplo, morreram 102 cabeças de gado bovino devido a estiagem e ao atraso da vacina.
 O director provincial da agricultura adiantou estar a instituição que dirige a executar o programa de reflorestação, pesca artesanal e aquicultura a nível da província. “Prevemos alargar a manutenção dos polígonos florestais e naturalmente continuar com a vacinação do gado bovino em toda a extensão do território do Kuando-Kubango.”

Falta matadouro


Manuel Mateus Alexandre disse que a província precisa urgentemente de matadouros para controlo da sanidade da carne, estando prevista a construção de duas unidades modernas. “Esperamos que o orçamento da província para o próximo ano possa dar resposta a este projecto.”
Outra dificuldade, concluiu o director provincial da agricultura, prende-se com a falta de recursos humanos, tendo em vista que os poucos técnicos existentes são insuficientes para cobrir toda a província.

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