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Britadeiras paralisadas por falta de obras sociais

Carlos Paulino | Menongue

As sete britadeiras que exploram inertes nas rochas dos bairros Tucuve e do Macueva, arredores da cidade de Menongue, na província do CuandoCubango, paralisaram as suas actividades desde 2015, devido à falta de clientes e de adjudicação de obras na região, informou o director provincial da Indústria e Geologia e Minas.

Grande stock de produção à espera de clientes
Fotografia: Edições Novembro

Bento Xavier fez este anúncio durante a visita às britadeiras a cargo das empresas Edifer, Zagope, Imbondex, CRBC, Afroeng, Hiper-máquinas e Befracha, para apurar a causa da paralisação de exploração de inertes. 
Entre as britadeiras visitadas, a Zagope, Imbondex e CRBC já removeram as máquinas dos locais onde produziam brita e levaram para outras regiões do país, onde foram adjudicadas obras.  
Em declarações à imprensa no final da jornada de trabalho, BentoXavier manifestou a sua preocupação pelo facto das britadeiras estarem paralisadas a 100 por cento e nem estarem a conseguir vender a brita já produzida.  
Segundo o director provincial da Indústria e Geologia e Minas, o que mais lhe deixa preocupado enquanto responsável da instituição é o elevado número de jovens que ficaram desempregados por causa da paralisação das britadeiras.Bento Xavier realçou que, apesar da paralisação, as britadeiras continuam a ter um grande stock de produção, de mais de mil metros cúbicos de brita para venderem, que pode satisfazer a construção de várias infra-estruturas sociais na província, com realce para estradas, pontes, unidades sanitárias, escolas e residencias.
O director provincial do Cuando Cubango da Indústria e Geologia e Minas encorajou as empresas responsáveis das britadeiras a terem um pouco de calma e a não removerem as máquinas da província.

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