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Caça furtiva ameaça extinção de animais

Carlos Paulino | Luiana

O aumento considerável do a­bate desregrado de animais, sobretudo de elefantes, por caçadores furtivos, dentro do Parque Nacional de Luiana, no município de Rivungo, está a preocupar a administradora comunal.

Todos os dias os caçadores furtivos abatem na região dezenas de espécies de animais como elefantes para a comercializaçao de marfim
Fotografia: Nicolau Vasco| Luiana

Cristina Kapapo salientou que a comuna de Luiana tem tido várias dificuldades para contrariar esta situação, uma vez que os 20 fiscais que dependem da administração são insuficientes para controlar os cerca de 900 quilómetros de fronteira, que a comuna partilha com a Namíbia e a Zâmbia.
Além disso, a administração debate-se com falta de meios de transporte e outros equipamentos, o que também tem tido influência na incapacidade da fiscalização para travar a caça furtiva.
Todos os dias os caçadores furtivos abatem dezenas de espécies de animais. Desde Novembro do ano passado, foram abatidos, nos arreadores da sede comunal, mais de dez elefantes, além de outros bichos não registados, mortos longe daquela parcela.
Muitos destes caçadores furtivos são cidadãos zambianos e namibianos, que têm como principal actividade a comercialização de marfim. “O parque de Luiana já teve uma fauna invejável e muito rica, mas, devido a esta perseguição, estamos a ficar sem animais”, lamentou Cristina Kapapo.
Neste contexto, a administradora considera ser necessário que o Executivo e o Governo Provincial intervenham rapidamente, uma vez que esta situação pode comprometer o importante projecto transfronteiriço Okavango/Zambeze, que integra Angola, Namíbia, Zâmbia, Botswana e Zimbabwe.“Com o problema do aumento significativo de caçadores furtivos, este projecto pode não ter muito peso do lado de Angola, uma vez que não vamos ter uma fauna rica para atrair os turistas à região”, frisou.
A administradora comunal realçou que muitas espécies de animais, sobretudo os elefantes que regressaram ao país depois da conquista da Paz, estão a emigrar de novo para países vizinhos, como a Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, de onde já saíram antes.
O Parque Nacional do Luiana, que fica a cerca de 700 quilómetros da cidade de Menongue, detém várias espécies de animais, como elefantes, rinocerontes, búfalos, girafas, palancas, onças, leões, leopardos, avestruzes, javalis, hienas, cabras do mato, entre outros, segundo a administradora.

Centenas de jovens em cursos técnicos

Mais de 700 jovens frequentam este ano, no Huambo, cursos profissionais de várias especialidades, confirmou o chefe dos serviços provinciais do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP).
José Tchuvila disse que os serviços provinciais do INEFOP têm cursos, prestes a começar, destinados a jovens que queiram aprender alvenaria, pedaria, carpintaria, e­lectricidade de baixa e alta tensão, canalização, serralharia, mecânica, corte e costura, decoração, pastelaria e informática
Os cursos têm a duração de oito meses, com excepção dos de informática, que se limita a três meses, e dos de corte e costura, cozinha e pastelaria, que terminam ao fim de quatro.
O INEFOP forma anualmente jovens nos pavilhões de artes e ofícios nos municípios do Huambo, Tchikala Tcholohanga, Mungo, Cuima e na unidade móvel localizado na comuna do Lépi, no Longonjo.
O INEFOP prepara também jovens que queiram criar negócio, com apoios financeiros e materiais do Estado.

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