Províncias

Camponeses necessitam de mais apoio

Weza Pascoal | Menongue

Os membros da União Nacional dos Camponeses Angolanos (UNACA) no Cuando Cubango precisam de vários utensílios de trabalho para poderem aumentar a produção, declarou o seu presidente ao Jornal de Angola.

Camponeses da província do Cuando Cubango precisam de instrumentos de trabalho e sementes para aumentarem as áreas de cultivo
Fotografia: Filipe Botelho

Paulo Fernando, que referiu como instrumentos de trabalho prioritários tractores, enxadas, catanas, sementes, fertilizantes, moagens e sistemas de irrigação, salientou que os camponeses do Cuando Cubango não recebem apoio do Governo Provincial desde 2012 e que por isso se limitam a cultivar para o sustento familiar.
Na província há 954 associações de camponeses, 202 das quais em Menongue, 357 no Cuchi, 103 no Rivungo, 89 em Mavinga, 45 no Dirico, outras tantas no Cuangar, 40 no Nancova, 35 no Cuito Cuanavale e 16 no Calai.

Cooperativas agro-pecuárias

No Cuando Cubango há também 150 cooperativas agro-pecuárias: 80 em Menongue, 15 no Cuchi, 14 em Mavinga, 14 no Rivungo, oito no Nancova, seis no Cuangar, seis no Cuito Cuanavale, quatro no Dirico e três no Calai.
Milho, massango, mandioca, massambala, arroz, tomate, feijão são os produtos mais cultivados na província do Cuando Cubango, a par de produtos hortículas.  Paulo Fernando disse que face à baixa do preço do barril de petróleo no mercado internacional é importante a agro-pecuário para diminuírem as importações, mas que para tal “é preciso  que os camponeses recebam mais apoio do Executivo”.
Se na província existissem pelo menos 30 tractores e algumas moagens, declarou, era possível reduzir as importações de alguns produtos. Alguns camponeses, referiu, encontram-se em situação difícil devido à estiagem na província, que afectou já 11.613 famílias do Cuangar, Mavinga, Calai e Cuchi.

Tempo

Multimédia