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Canal de irrigação cria cintura verde

Lourenço Bule | Menongue

Pequenos agricultores, membros da cooperativa agro-pecuária de Missombo, receberam do governo da província, terras aráveis ao longo do rio Kwebe e do canal de irrigação para o cultivo, em grande escala, de hortícolas, cereais, batata rena e feijão. O projecto abrange 60 agricultores e cada um ficou com uma parcela de dois hectares.

Camponeses do Kuando-Kubango estão agora em condições de produzir bens alimentares de modo a aumentarem a produção agrícola
Fotografia: Lourenço Bule

A entrega de terrenos já preparados para o cultivo aos agricultores está enquadra no âmbito da estratégia de combate à pobreza, no seio das comunidades rurais.
Os agricultores estão agora em condições de produzir ininterruptamente bens alimentares, sob a supervisão de técnicos da Sociedade de Desenvolvimento dos Perímetros Irrigados, gestora do canal de Missombo.
O coordenador da sociedade no Kuando Kubango, Agostinho Dias, garantiu que vai continuar o processo de loteamento das terras para benefciar um maior número de camponeses e supervisionar as suas culturas para que tenham bons rendimentos.
Agostinho Dias revelou que as parcelas de terra preparadas está a ser feita sob contrato com as pessoas interessadas, sendo revogável se o beneficário não desenvolver qualquer actvidade.

Transformação do perímetro


A transformação do perímetro irrigado do Missombo na maior cintura verde de Menongue visa, também, acabar com a dependência das províncias da Huíla, Huambo e Bié, actualmente as principais fornecedoras de produtos agrícolas ao Kuando-Kubango.  Satisfação dos agricultores Agostinho Emílio, 50 anos, recebeu na primeira fase dois hectares para cultivar. Já propduz tomate, batata, cebola e repolho para o sustento da família e para venda no mercado local.
No passado,  os camponeses tinham que comprar terrenos, máquinas e outros meios. “Agora com esta parceria, incluindo acompanhemnto técnico, a produção agrícola da província vai crescer”, referiu A­gostinho Emílio. O presidente da Federação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agropecuárias do Kuando-Kubango, Francisco Sacalunga, informou que os camponeses estão a apostar mais na horticultura.
As parcelas de terra distribuídas, referiu, permitem constituir uma nova cooperativa dotada de  tecnologia moderna que permite aos seus associados praticar uma diversidade de culturas para o seu sustento e venderem o excedente.
“O uso dos meios de trabalho são compatíveis com as exigências que nós impusemos, razão pela qual esta iniciativa deve constituir um imperativo na consolidação dos créditos agrícolas que os camponeses venham a solicitar, para fortificarem as suas culturas”, disse Franscisco Sacalunga.
Na província do Kuando-Kubango  existem 954 associações e 150 cooperactivas de camponeses que em 2012 receberam, do Banco de Poupança e Crédito, mais de mil milhões de kwanzas em crédito.

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