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Canal fluvial fica concluído ainda este mês

Lourenço Manuel | Rivungo

O canal fluvial sobre uma zona pantanosa do rio Cuando que vai facilitar a circulação entre a sede do Rivungo e a localidade zambiana de Shangombo fica concluído este mês, revelou o director provincial das Obras Públicas e Urbanismo.

Após a conclusão dos trabalhos nos dois quilómetros que faltam começa a construção da plataforma de carga e dos escritórios de apoio
Fotografia: Lourenço Manuel | Rivungo

José Rodrigues, que visitou o município de Rivungo para verificar o anda m ento dos trabalhos, salientou que oito dos dez quilómetros do canal estão já preparados e que se espera que sejam abertos ao tráfego fluvial o mais rápido possível.
Quando terminarem os trabalhos nos dois quilómetros que faltam começa a construção da plataforma de carga, bem como do cais de passageiros, do posto de segurança e dos escritórios de apoio à navegação.
As obras de construção do canal fluvial, com 30 metros de largura e três de profundidade, estão orçadas em 5,7 mil milhões de kwanzas. Aquela verba, além das infra-estruturas de apoio, contempla também a compra de dois barcos, cada um de 30 lugares, e de uma jangada de 60 toneladas para o transporte de mercadorias.
O município do Rivungo, devido à falta de estradas a que não é alheia a guerra que devastou todas as suas infra-estruturas, vive quase isolado do resto da província do Cuando Cubango.  A população adquire os alimentos em Shangombo, fazendo-se transportar em canoas precárias durante três horas num percurso de dez quilómetros cheio de jacarés.
O administrador do Rivungo lembrou que o canal vai impulsionar o desenvolvimento da região, pois a nova pista do aeroporto da sede municipal, ainda de terra batida, recebe apenas pequenos aviões.

Reabilitação de estradas

Júlio Vidigal disse que existe um plano de reparação das estradas de acesso ao Rivungo, a partir da sede municipal de Mavinga, um percurso de aproximadamente 240 quilómetros.
“Infelizmente, os trabalhos tardam em começar e devido ao areal, muito espesso em todo o município, nenhuma viatura se arrisca a fazer este percurso”, afirmou o responsável.
A vida no Rivungo é difícil devido à escassez de bens, pois não há região um único estabelecimento comercial.
Os poucos produtos que os vendedores ambulantes compram nas casas comerciais de Shangombo são expostos num local sem condições e a preços exorbitantes.

 Compras em kwachas


Os vendedores ambulantes justificam os preços altos por uma nota de cem dólares ser comprada por 14.500 kwanzas e transaccionada, no Shangombo, a 500 kwachas, moeda nacional da Zâmbia, com a qual é feita a compra no mercado local.Na sede municipal do Rivungo, um quilo de arroz custa 200 kwanzas, de feijão 300, de fuba de milho e de bombô cem, a barra de sabão 400, o pacote de 500 gramas de massa alimentar 200,a lata de leite condensado pequena 400 kwanzas e a de massa de tomate de 60 gramas cem. Sumos em pacote, gasosas, cervejas em lata, quilo de farinha de trigo, de sal, de açúcar, e a garrafa de 1,5 de água mineral são vendidos entre 150 e 500 kwanzas.  O litro de gasóleo é vendido a 250 kwanzas e o de gasolina a 350 kwanzas.

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