Províncias

Candidatos a professores com notas acima da média

Carlos Paulino | Menonguea

As 1.203 vagas que a província do Cuando Cubango beneficiou do concurso público da Educação, Ciência e Tecnologia foram preenchidas com candidatos qualificados, que obtiveram notas muito acima da média, garantiu, ao Jornal de Angola, o director provincial do sector.

Autoridades continuam a criar condições para melhorar o processo de ensino na região
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro

Miguel Canhime explicou que das 1.203 vagas 483 foram  reservadas para professores do ensino primário diplomado do 6º escalão, 361 para o primeiro ciclo do ensino secundário diplomado do 6º escalão, 40 para o segundo ciclo diplomado do 8º escalão e 319 para o segundo ciclo do 6º escalão.
“Nós lutamos para que não perdêssemos nenhuma vaga neste concurso público, tendo em vista que a província do Cuando Cubango ficou mais de cinco anos sem admitir novos professores. Felizmente conseguimos concretizar esse desiderato, graças ao esforço que desempenhamos para que o concurso público decorresse sem grandes sobressaltos”, disse o director provincial da Educação Ciência e Tecnologia.
Miguel Canhime salientou que a maior parte dos três mil candidatos que se inscreveram para o concurso público demonstraram competências para ingressarem no sector da Educação, o que fez com que alguns, com notas positivas, não fossem admitidos, por causa do número de vagas.   
Uma equipa técnica do Ministério da Educação fez a triagem de todas as provas, para analisar se houve qualquer irregularidade na correcção dos exames, sublinhou Miguel Canhime, acrescentando que verificou-se, de forma não muito relevante, casos em que os valores atribuídos em alguns candidatos, tanto apurados como os não apurados, não correspondiam com a verdade, mas que a equipa técnica conseguiu corrigir o que estava mal.
Segundo o director do Gabinete Provincial da Educação, foram encontrados exames em que os candidatos tiveram 17 ou 15 valores, mas que na verdade tiveram notas negativas, porque as pessoas que corrigiram as provas colocaram o número um em frente de algumas classificações negativas, para fazer apurar um familiar, amigo ou vizinho.
Realçou que para se evitar fraudes, antes da correcção das provas foram retiradas na folha de exame o lado que continha os nomes dos candidatos. Acrescentou que os casos das notas falsificadas só aconteceram depois da correcção das provas, quando foi colada a parte que continha os nomes dos candidatos.
“Houve candidatos que estavam apurados, mas que depois da triagem das provas verificou-se que tiveram nota negativa e nas listas definitivas do concurso público não foram admitidos”, disse, acrescentando que este processo permitiu também apurar ou admitir alguns candidatos que na primeira lista apareceram como reprovados, mas que quando realizou-se a  nova correcção das provas verificou-se que os mesmos haviam sido injustiçados.
Referiu que foi graças à comissão envidada pelo Ministério da Educação que foi possível analisar todas as provas para se apurar a nota verdadeira que cada candidato teve nos exames de aptidão, assim como evitar a admissão de candidatos com notas negativas. “Há quem teve seis valores, mas que apareceu com a classificação de 16. Uns com 18 valores, mas que na verdade tiveram oito”, disse, para acrescentar que houve candidatos que fizeram bem a prova, mas que lhes havia sido atribuída, injustamente, uma nota negativa.
Fez saber que com a publicação dos resultados definitivos do concurso público, os candidatos não admitidos ou aqueles que se sentem lesados já não têm o direito de se dirigirem à Direcção Provincial do Cuando Cubango da Educação, Ciência e Tecnologia para reclamarem, tendo em vista que este processo já está encerrado.
“É necessário que a juventude no Cuando Cubango tenha calma e se prepare melhor para o próximo concurso público, tendo em conta que quem não foi admitido desta vez é porque teve nota negativa ou idade superior a 35 anos”.
Miguel Canhime anunciou que a Direcção Provincial da Educação, Ciência e Tecnologia já começou a recolher os documentos originais de todos os candidatos que foram admitidos neste concurso público, referindo que alguns podem ser excluídos caso apresentem documentos falsos, sobretudo o certificado de habilitações literárias.
Destacou que os candidatos devem apresentar o certificado original da cópia que entregaram para se candidatarem ao concurso público e que, caso apresentarem um outro e com assinatura e notas diferentes, também serão excluídos.

Tempo

Multimédia