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Carris dos caminhos-de-ferro danificados por vandalismo

Carlos Paulino | Menongue

O vice-governador da província do Kuando-Kubango para os serviços Técnicos e Infra-estruturas a­firmou-se seriamente indignado, na cidade de Menongue, devido aos constantes actos de vandalismo pra­ticados por cidadãos não identificados, que sistematicamente retiram os parafusos que seguram os carris da linha férrea e a brita que serve de protecção dos solos por onde passa.

Autoridades provinciais estão preocupadas com acções que vandalizam as linhas férreas
Fotografia: Jornal de Angola

O vice-governador da província do Kuando-Kubango para os serviços Técnicos e Infra-estruturas a­firmou-se seriamente indignado, na cidade de Menongue, devido aos constantes actos de vandalismo pra­ticados por cidadãos não identificados, que sistematicamente retiram os parafusos que seguram os carris da linha férrea e a brita que serve de protecção dos solos por onde passa.
Simão Baptista divulgou a sua preocupação no final de uma visita de campo que efectuou à ponte sobre o rio Kwebe, situada no bairro Cunha, arredores da cidade de Menongue, onde, uma vez mais, os meliantes retiraram os parafusos que suportam os carris da linha férrea e a respectiva brita, num perímetro de 20 metros.
A acção é considerada como um acto criminoso porque, segundo o responsável, põe em causa o desempenho do Executivo, que trabalha para dar à população outra qualidade de vida, com recuperação de infra-estruturas.
“A forma como foram retirados os parafusos deixou a linha férrea sem segurança e caso não fosse descoberto provocava um acidente fatal porque, neste caso, o comboio descarrilado ia embater contra a ponte e caía sobre o rio Kwebe, de uma altura de aproximadamente 30 metros”, explicou. O vice-governador disse que tal acto demonstra que ainda existem na nossa sociedade franjas insatisfeitos com as acções que o Executivo está a levar a cabo, destinadas melhorar a livre circulação de pessoas e mercadorias.
O governo da província, sublinhou, está a envidar esforços e vai accionar todos os mecanismos legais para que os autores desta acção criminal sejam conduzidos à justiça e realçou a necessidade de se estudar mecanismos para a construção de um ponteco paralelo à dos caminhos-de-ferro, para que a população deixe de passar na chamada ponte do comboio.  
Simão Baptista pediu à população para denunciar as pessoas que ameaçam a tranquilidade e a ordem pública, sobretudo aquelas que cometem acções de vandalismo dos bens públicos, como aconteceu agora.
A Polícia Nacional naquela parcela do país já está no encalço dos marginais, disse o comandante provincial da corporação, subcomissário Augusto Resende, garantiu que os efectivos da corporação não vão poupar esforços até encontrarem os culpados e levar os mesmos à barra do tribunal, à semelhança daqueles cidadãos que, também de algum tempo a esta parte, se dedicam a destruir o sistema de comunicações ao longo da linha férrea, um bem públicio.

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