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Centros de formação privados sancionados em breve

Lourenço Bule| Menongue

Os centros de formação profissional privados da província do Cuando Cubango, que insistirem em funcionar sem observar os pressupostos legais, vão ser penalizados com a não homologação dos seus certificados, advertiu ontem, em Menongue, o director do Inefop (Instituto Nacional de Formação Profissional).

Pedido aos formadores para se aplicarem com vontade e dedicação aproveitando as valências dos centros e deixarem para trás os desperdícios
Fotografia: Edições Novembro

Simão Inácio fez a referida advertência quando denunciava a existência de centros de formação técnico-profissionais privados que não têm observado a legislação sobre a formação profissional e os ciclos formativos estabelecidos.
Por outro lado, o director provincial do Inefop apelou aos formandos para se aplicarem com vontade e dedicação, aproveitando as valências dos centros e deixarem para trás os desperdícios e desistências dos ciclos formativos.
Enquanto isso, o Inefop a nível do Cuando Cubango vai dar prosseguimento ao ciclo formativo dos jovens. Nesta senda, na sexta-feira, a instituição fez a abertura da primeira etapa de instrução deste ano, com cerca de 810 matriculados nos cursos de alvenaria, serralharia, contabilidade, canalização, carpintaria, corte e costura, electricidade, informática, inglês, mecânica, pastelaria e culinária, secretariado e gestão.
Dos 810 candidatos, o director salienta a existência de 157 jovens do sexo feminino, que vão ser formados nos centros integrados de emprego e de formação profissional dos municípios de Menongue, Cuchi e Cuito Cuanavale. Os formandos garantem que vão aproveitar as oportunidades que o Governo cria para que se formem técnica e profissionalmente. É o que disse Francisco Neto, inscrito no curso de contabilidade.
Sem desvalorizar a educação académica, o aluno elogiou a postura do Executivo pela aposta na dinamização da formação técnico-profissional, para proporcionar maiores oportunidades de trabalho aos jovens e não só.
Francisco Neto referiu que, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), a província tem beneficiado de avultados investimentos nos sectores, sobretudo os dirigidos aos jovens e, nesta senda, surge a necessidade de formação qualificada para o efeito.
Em nome dos colegas, o formando disse que vão ser aplicados na prática os conhecimentos que forem adquiridos durante o processo formativo, para a criação de pequenos negócios que contribuam para o combate à pobreza na região.
O jovem Francisco Neto apelou ao governo local a criação de mais centros de formação técnico-profissional, com ferramentas e equipamentos modernos, no sentido de garantir-se uma instrução de qualidade.

Quadros capazes

O vice-governador para o sector Político e Social, Pedro Camelo, apelou aos formadores para ministrarem com maior entrega e sabedoria as matérias planificadas para o ciclo formativo, no sentido de colocarem no mercado quadros capazes.
O responsável pediu igualmente aos formandos para um maior empenho na assimilação dos conhecimentos transmitidos pelos professores. “Queremos técnicos dotados de mão-de-obra qualificada e especializada, um feito que só se consegue a partir das escolas vocacionadas para esse tipo de formação”, salienta o vice-governador.
Pedro Camelo considerou que o Plano de Formação de Quadros, alinhado com o Nacional de Desenvolvimento 2013-2017, é o veículo principal que procura orientar a qualidade de progresso em direcção ao rumo fixado.
Salientou que a “formação é a condição principal para todo o tipo de desafio, tendo em conta a necessidade profissional que o cidadão quer, com intuito de possuir conhecimentos para realizar com dignidade e profissionalismo as suas actividades”, disse o vice-governador.
Pedro Camelo explicou que o sistema técnico-profissional visa reforçar a preparação pedagógica dos formadores e professores e o desenvolvimento de competências dos gestores das estruturas de instrução e de emprego, através do Centro Nacional de Formação de Formadores.
O vice-governador referiu ainda que a formação profissional deve criar nos formandos o dinamismo e a criatividade, de forma a aumentar a eficiência e a eficácia de trabalho, para que se obtenha cada vez mais opções de rendimento da produção.

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