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Chuvas desalojam famílias

Carlos Paulino | Cuito Cuanavale

As fortes chuvas, acompanhadas de ventos, que se abateram nos dias 8 e 9 do corrente mês no município do Cuito Cuanavale, na província do Cuando Cubango, provocaram a destruição de 131 residências e o desalojamento de mais de 560 pessoas, que neste momento clamam por apoio urgente do governo, segundo um documento dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, tornado público ontem.

As chuvas que caíram no Cuito Cuanavale provocaram a destruição de muitas casas
Fotografia: Carlos Paulino | Cuando Cubango

As chuvas, lê-se no documento, causaram ainda a destruição de quatro igrejas, uma Católica, uma da IECA e duas da UEIA, bem como originaram a propagação de ravinas, que ameaçam cortar a circulação nas vias Menongue/Cuito Cuanavale/Mavinga/Rivungo e engolir a pista do aeroporto local “23 de Março”.
As chuvas provocaram igualmente o desabamento parcial do tecto da unidade prisional, da direcção municipal da Cultura e de uma escola em construção, de seis salas, assim como o ferimento grave a um cidadão de 60 anos, em consequência de uma descarga atmosférica.   
Devido à gravidade da situação, uma delegação multissectorial, chefiada pelo vice-governador da província para os serviços técnicos e infra-estruturas, Joaquim Malichi, trabalhou, até ontem, no Cuito Cuanavale, para constatar os danos causados pelas chuvas e traçar medidas que visam, numa primeira fase, minimizar as dificuldades que as populações atravessam e fazer um trabalho paliativo para estancar as ravinas.   
O administrador municipal, José Pinto Soares, disse que neste momento 16 bairros foram afectados gravemente pelas chuvas, com realce para Cambamba, Lumeta, Mucuve, Lupiri-2, Cangombe, Mbunda, Baixo Longa, Militar, Apóstolos, Cayoco, Liavela e Samaria.
A Administração Municipal não tem condições financeiras e de logística para acudir os sinistrados deste fenómeno natural, que carecem, sobretudo, de apoio de chapas de zinco, bens alimentares e vestuário, tendo em conta que muitos perderam todos os seus haveres. 
“Caso ocorrem mais quedas pluviométricas, a situação vai pior e muitas infra-estruturas sociais vão ser destruídas, sobretudo o aeroporto, o memorial que está a ser construído em homenagem aos heróis da batalha do Cuito Cuanavale e o corte da circulação na via Menongue/Cuito Cuanavale/Mavinga e Rivungo”.  José Pinto Soares fez saber que a Administração está a trabalhar no loteamento de uma área de 250 hectares,  para a construção dirigida.

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