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Comunas vivem grandes problemas sociais

Nicolau Vasco | Lupiri

O vice-governador do Cuando Cubango para o sector Económico pediu mais rigor na gestão pública aos responsáveis municipais, para se proporcionar bem-estar às populações, principalmente nas comunas e aldeias onde os índices de escassez dos serviços sociais básicos são ainda muito acentuados.

Na localidade do Lupiri não existem estradas e muito menos os serviços básicos essenciais como escolas e postos médicos
Fotografia: Nicolau Vasco | Cuando Cubango

Na sua deslocação às comunas do Longa, Lupiri e Baixo Longa, no município do Cuito Cuanavale, Ernesto Kiteculo constatou os vários problemas existentes, que vão desde a falta de serviços sociais básicos ao mau estado das vias rodoviárias.
A sede do Cuito Cuanavale fica a 78 quilómetros de Lupiri e a 139 quilómetros do Baixo Longa e não existem estradas de acesso para estas localidades, sendo que as poucas mercadorias destinadas à população local são transportadas por viaturas particulares do tipo Kamaz, as únicas que conseguem abrir picadas e vencer o imenso areal característico nestas regiões.
O Baixo Longa e o Lupiri vivem os mesmos problemas, que passam pela falta de professores, enfermeiros, medicamentos, comércio e outros serviços básicos, essenciais para a população, mas o vice-governador garantiu que o Governo Provincial vai procurar solucionar o mais breve possível este problema. O vice-governador para o sector Económico, Ernesto Kiteculo, realçou que com o Programa de Combate à Pobreza se pretende proporcionar uma vida melhor às populações, sobretudo na área da saúde, educação, água e outros serviços essenciais. “O programa de Combate à Pobreza tem contribuído para a melhoria das condições de vida de muitas famílias, mas infelizmente muitos responsáveis municipais aplicam as verbas em projectos que em nada têm a ver com o bem-estar das populações”, lamentou.
Nesta perspectiva, disse esperar que se façam mais investimentos no sector agrícola, sobretudo na compra de instrumentos agrícolas e zelar pelos cuidados primários de saúde e pela educação.

Muitas dificuldades

O vice-governador elogiou a população do Lupiri e do Baixo Longa que, apesar do elevado grau de dificuldades que enfrentam, não cruzaram os braços e, com poucos recursos ao seu alcance, conseguiram apresentar níveis aceitáveis de produção agrícola durante a campanha transacta.
Para o próximo ano, garantiu que cerca de 30 comunas vão conhecer melhorias substanciais no domínio das estradas, água potável, energia, agricultura, educação e saúde, já que a acção do Governo Provincial vai dar prioridade a estes serviços nessas localidades, com o propósito de se acabar com as assimetrias e fazer com que os quadros trabalhem sem dificuldades.
O administrador do Lupiri, José Pereira, disse que na circunscrição existe apenas um posto de saúde e uma escola inacabada de 12 salas, insuficientes para acolher os cerca de 1.021 alunos, da 1ª à 4ª classe.
Por falta de serviços e infra-estruturas, na residência do administrador também funciona a própria Administração. Na localidade existe um posto de médico que atende cerca de 2.500 pessoas.
No Baixo Longa, a situação é ainda mais constrangedora. A Administração funciona numa casa de pau a pique e os cerca de 954 alunos matriculados no presente ano lectivo frequentam as aulas numa escola de quatro salas, igualmente inacabada. A região dispõe de um posto de saúde para atender cerca de três mil pessoas.

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