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Construções anárquicas são perigosas para a saúde e vida dos seus moradores

Carlos Paulino | Menongue

O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) na província do Kuando-Kubango, reconheceu, quarta-feira, na cidade de Menongue, existirem ainda sérios problemas que afectam as populações urbanas, como caos urbanístico, regimes alimentares pobres, excesso de consumo de bebidas alcoólicas e ausência da actividade física, situações que concorrem para uma saúde pública deficiente.

Representante da OMS Luzamba Cabamba
Fotografia: Nicolau Vasco

O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) na província do Kuando-Kubango, reconheceu, quarta-feira, na cidade de Menongue, existirem ainda sérios problemas que afectam as populações urbanas, como caos urbanístico, regimes alimentares pobres, excesso de consumo de bebidas alcoólicas e ausência da actividade física, situações que concorrem para uma saúde pública deficiente.
Luzamba Cabamba, que falava durante o acto provincial do Dia Mundial da Saúde, disse que as cidades proporcionam grandes oportunidades para a prosperidade das populações, mas na maioria dos casos, tal não acontece, devido ao ritmo acelerado de construções anárquicas, que deixam o governo sem o mínimo de hipóteses de colocar nestes locais os principais serviços básicos, como a água potável, energia eléctrica e estabelecimentos comerciais.
 O representante da OMS realçou que, à semelhança de Angola, em muitos países de África a população urbana sofre de pelo menos uma doença atribuível à falta de água potável e ao deficiente saneamento básico do meio, que normalmente despoleta doenças, como a cólera, que todos os anos provocam milhares de vítimas.
 Luzamba Cabamba frisou que as pessoas que vivem na pobreza em zonas que carecem de planeamento urbano sofrem de forma desproporcionada de várias enfermidades como a obesidade, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, que normalmente ocorrem por falta de uma alimentação saudável e de exercícios físicos.
 Na visão de Luzamba Cabamba, para atenuar estes riscos é necessário que as pessoas velem pela sua dieta alimentar, exijam planeamento urbano, actividades físicas e recreativas e evitem o uso excessivo de bebidas alcoólicas e de tabaco. Também é necessário melhorar as condições de vida e de trabalho, incluindo da habitação, água potável e de saneamento básico.
 O vice-governador do Kuando-Kubango para área social, José Maria dos Santos Ferraz, disse que no caso concreto da província do Kuando-Kubango, uns dos problemas que afectam a saúde pública é o consumo de água não tratada, que atinge os adultos e crianças, por falta de infra-estruturas.  Por esta razão, disse, “é nossa responsabilidade reflectirmos profundamente sobre este problema, tendo em atenção o enorme potencial hídrico do Kuando-Kubango, com vista à elaboração de políticas e medidas que visem fazer chegar a água e outros serviços básicos com perfeição junto da população”.
 De acordo com o vice-governador, o desenvolvimento de qualquer sociedade só se alcança quando os seus habitantes estiverem em perfeita condições de saúde, livres de qualquer enfermidade que possa dificultar o desempenho de contribuir nos mais variados sectores da vida económica e social.

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