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Construído em Menongue um novo centro ortopédico

Carlos Paulino | Menongue

O município de Menongue passa a dispor, nos próximos dias, de um centro ortopédico com capacidade para 54 camas.

Construído numa área de 1.324 metros quadrados, o edifício, de um piso, dispõe de uma área para tratamento fitoterapêutico, dois consultórios médicos e sala de enfermagem, além de uma sala de massagem, oficina de depósito de materiais de moldagem, refeitório, cozinha, sala de reuniões e de espera, lavandaria, entre outros.
As obras, que estiveram a cargo de uma construtora angolana, duraram 16 meses e custaram ao Estado cerca de 140 milhões de kwanzas.
O director do centro, Lourenço Jaime, disse que a entrada em funcionamento de nova unidade sanitária vai ser um valor acrescentado para a província, tendo em conta que as actuais instalações, além de estarem muito degradadas, não têm correspondido às expectativas, tendo em conta o elevado número de pessoas que acorrem ao centro em busca de assistência médica.
Em função das necessidades, a direcção do centro ortopédico solicitou ao Governo Provincial para fornecer os equipamentos de tratamento de fisioterapia e da farmácia, para que a nova unidade sanitária entre em funcionamento para se acabar com as enchentes que se registam no actual hospital. Lourenço Jaime referiu que as restantes áreas que integram o centro já estão todas apetrechadas há dois meses e que o único empecilho se prende com os equipamentos de tratamento de fisioterapia e da farmácia.
Desde o princípio do ano, o actual centro ortopédico de Menongue atendeu 1.361 pacientes em tratamento de fisioterapia, contra os 1.230 do mesmo período do ano passado. Na ortoprotesia foram atendidos 130 portadores de deficientes, contra os 87 do ano passado.
O centro atende uma média diária de 28 pacientes no tratamento de fisioterapia e 15 de ortoprotesia.
O director referiu que para a produção de próteses o centro conta com o apoio do Programa Nacional de Reabilitação, que tem fornecido material para o efeito, uma vez que o orçamento recebido pela instituição mensalmente não chega para cobrir todas as despesas.
O centro tem registadas cerca de 150 mil pessoas portadoras de deficiência, na sua maioria consequência de guerra, sobretudo nos municípios de Mavinga e Rivungo.
O actual centro ortopédico tem falta de meios de transporte, o que tem dificultado o acompanhamento dos assistidos, sobretudo os dos municípios de Mavinga, Rivungo e Nancova, consideradas áreas de difícil acesso.
É assegurado por 57 funcionários, nove técnicos da área de fisioterapia e cinco na ortoprotesia., sendo necessários mais quatro técnicos superiores de ortoprotesia.

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