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Construídos vários hospitais nos últimos anos

Carlos Paulino | Menongue

A assistência médica e medicamentosa deixou de ser um problema para os moradores da comuna do Missombo, que antes tinham de percorrer cerca de 17 quilómetros em busca dos primeiros socorros. 

Director da Saúde Fernando Cassanga admitiu melhoria no sector
Fotografia: Carlos Paulino | Menongue

A assistência médica e medicamentosa deixou de ser um problema para os moradores da comuna do Missombo, que antes tinham de percorrer cerca de 17 quilómetros em busca dos primeiros socorros. 
Os problemas do passado estão ultrapassados e os habitantes sentem-se satisfeitos com os esforços do Executivo.   
Clementina Zinha, moradora da comuna do Missombo, refere que “foram anos de angústia para nós, mas felizmente a situação foi ultrapassada, o que constitui um grande alívio para os habitantes desta localidade”. O calvário faz parte do passado, diz Clemente Zinha, tudo porque o Executivo, no quadro do seu programa de acção, construiu um posto de saúde nesta localidade, que tem contribuído para uma assistência médica e medicamentosa de qualidade. 
O posto construído na localidade tem ajudado bastante a comunidade. Tem médico, duas salas de internamento, um consultório médico, laboratório, cozinha e duas casas de banho.
Josefina Lucinda, moradora do bairro Castilho, arredores da cidade de Menongue, está internada no hospital provincial com o seu filho de dois anos, que padece de malária e infecções no corpo. Disse à reportagem do Jornal de Angola que o atendimento no hospital central de Menongue está a melhorar gradualmente. Tem mais médicos, a higiene das salas de internamento melhorou e foi construído no local um balneário público.

Mais unidades sanitárias

O director provincial da saúde do Kuando-Kubango, Fernando Cassanga, disse que o sector que dirige ganhou desde 2008 um total de 88 unidades sanitárias, construídas e reabilitadas, incluindo nas zonas mais recônditas da província e que têm vindo a minimizar a assistência médica e medicamentosa das populações.Fernando Cassanga afirmou que foram construídos seis hospitais, igual número de centros de saúde e 76 postos. Acrescentou que a Direcção Provincial da Saúde recebeu 1.594 novos quadros, dos quais 24 médicos, 814 enfermeiros e 756 técnicos administrativos e também cozinheiro. O responsável considerou que fruto dos investimentos feitos no seu sector, a partir de 2009, o índice de mortalidade por malária baixou de 479 para 240 casos anuais, uma acção que, segundo o director da saúde, tem sido conciliada com campanhas de sensibilização da população sobre a educação sanitária, saneamento básico e a distribuição de mosquiteiros impregnados com insecticidas.
O programa de municipalização dos serviços de saúde constitui um dos factores que têm contribuído para que não haja carência de medicamentos nas unidades sanitárias e está de igual modo a permitir que a população deixe de percorrer longas distâncias em busca da assistência médica e medicamentosa.

Projectos em curso

Neste momento está em construção um centro oftalmológico e um Instituto Médio de Enfermagem no município de Menongue e um depósito de medicamentos no Calai, além da reabilitação do hospital provincial. Para o próximo ano, consta igualmente a construção de um centro ortopédico, hospital sanatório, maternidade provincial e centros médicos nos municípios do Rivungo, Dirico, Cuangar e nas comunas do Caiúndo (Menongue), Longa (Cuito Cuanavale) e Cutato (Cuchi).
 Além disso, prevê-se aumentar o número de camas e de serviços no centro médico da sede municipal do Calai para que seja elevado à categoria de hospital. 
Fernando Cassanga anunciou que a direcção Provincial da Saúde prevê receber no final deste ano cerca de 30 técnicos superiores nacionais, especializados nas áreas de fisioterapia e de enfermagem, que estão neste momento a fazer as licenciaturas nas províncias de Luanda e Huíla.

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