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Crianças desfavorecidas recebem ajuda alimentar

Carlos Paulino| Menongue

As dificuldades que sentem as crianças desfavorecidas e em conflito com a lei do centro de acolhimento “Padre João Bosco”, na cidade de Menongue, foram sexta-feira minimizadas, depois da instituição ter recebido apoio em bens alimentares.

Cresce a solidariedade para com o próximo
Fotografia: Nicolau Vasco

Constituído por sacos de arroz, massa, açúcar, fuba de milho, feijão e de sal, caixas de peixe, frango, óleo, leite condensado, sumo e sabão, os bens vão ajudar a melhorar a dieta alimentar e higiene das 20 crianças do centro.
Os bens alimentares foram entregues por membros da comissão provincial de coordenação judicial, que respondeu a um apelo da instituição para suprir as dificuldades vividas ali, nos últimos dias.
O juiz presidente interino do tribunal provincial, Jones Paulo, explicou que o gesto solidário visa igualmente dar resposta a uma das recomendações saídas da última reunião da comissão local de coordenação judicial, realizada em Julho, em que os seus membros foram informados das dificuldades do centro.
Jones Paulo acrescentou que no encontro, os membros foram ainda orientados a realizar periodicamente visitas à instituição, para constatarem a real situação que os menores vivem e a encontrar soluções para as principais dificuldades.
O juiz fez um apelo para que outras instituições sigam o exemplo, prestando o apoio necessário ao centro de acolhimento, sobretudo em bens alimentares. A responsável do centro de acolhimento, Maria Augusta, agradeceu o gesto dos membros da comissão provincial de coordenação judicial, considerando que “a acção solidária chegou mesmo em boa hora”.
Maria Augusta salientou que o centro conta com três dormitórios, cada um com capacidade para albergar 50 crianças, refeitório, jango pedagógico, sala de estudo e uma oficina politécnica, onde se leccionam os cursos de alvenaria, carpintaria e serralharia.
A responsável, além da carência de bens alimentares, manifestou ainda preocupação pela falta de energia e de segurança no centro, acreditando que, resolvida estas situações, mais crianças podem ser ali acolhidas, já que a capacidade é de 150 pequenos.

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