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Crianças órfãs do D. Bosco recebem apoio

Lourenço Bule | Menongue

A comunidade rastafari da província do Cuando Cubango doou na segunda-feira bens de primeira necessidade às crianças do orfanato Mbembwa-D. Bosco, em Menongue.

Crianças satisfeitos com o tratamento que recebem dos responsáveis da instituição e apoio das Organizações Não-Governamentais
Fotografia: Jornal de Angola

O donativo é composto por sacos de arroz, fuba de milho, açúcar, feijão, cebola, sal, óleo alimentar, sabão, massa e tomate, e vai permitir melhorar a dieta dos mais pequenos, como sublinhou o presidente da comunidade rastafari do Cuando Cubango, Zebedeu Lourenço.
Além do orfanato, Zebedeu Lourenço prometeu mobilizar mais apoio alimentar para a população, no âmbito das responsabilidades sociais da comunidade rastafari, que foi criada com o objectivo de ajudar o próximo.
Zebedeu Lourenço pediu ao Governo Provincial do Cuando Cubango a cedência de um terreno, sementes e tractores agrícolas, para desenvolver projectos que permitam melhorar a ajuda às populações mais carentes da região.
A comunidade rastafari no Cuando Cubango foi criada há três anos para ajudar as pessoas mais vulneráveis, com angariação de donativos a partir de pequenos negócios desenvolvidos em toda a província, explicou o seu presidente.
A directora da Assistência e Reinserção Social, Modesta Ngueve, qualificou o donativo como um “gesto de solidariedade e sinónimo de amor para com as crianças do orfanato Mbembwa-Dom Bosco”. Esta acção mostra que as crianças e outras pessoas mais necessitadas podem continuar a contar, não só com o apoio do Governo, mas também com os seus parceiros sociais e pessoas singulares, acrescentou.
Modesta Ngueve disse que este orfanato é o único na província que acolhe crianças órfãs e outras em conflito com a Lei, que precisam do apoio de toda a sociedade. João Sentido, 16 anos, aluno da sexta classe, vive no orfanato há dez anos, depois da morte do pai e do abandono da sua mãe. Ao Jornal de Angola disse estar satisfeito pelo tratamento que recebe dos responsáveis da instituição e o apoio das Organizações Não Governamentais, empresas e pessoas singulares, para manter as condições alimentares e de acomodação das crianças no orfanato.
Referiu que encontrou no centro de acolhimento Mbembwa uma nova família. “Estamos bem acomodados, temos as três refeições diárias garantidas e, mais do que isso, estudamos em boas condições”, acrescentou, apelando a mais acções de solidariedade.

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