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Cuando Cubango necessita de mais docentes

Carlos Paulino | Menongue

O director provincial do Cuando Cubango da Educação, Ciências e Tecnologia, Miguel Kanhime, disse na cidade de Menongue, que a sua instituição necessita, para o ano lectivo 2015, de 1.236 novos professores, para reforçar os quatro institutos médios e absorver 12 mil crianças que se encontram fora do sistema de ensino.

Em cada ano que passa aumenta o número de crianças inseridas no sistema normal de ensino e aprendizagem no Cuando Cubango
Fotografia: Carlos Paulino

Miguel Kanhime explicou que pelo menos 450 professores são necessários no Instituto Médio Agrário do Missombo, Instituto Médio de Administração e Gestão “23 de Março”, Instituto Médio Normal de Educação (IMNE) e no Instituto Médio de Saúde (IMS), que durante o ano lectivo passado registaram um défice de docentes.
A Direcção Provincial do Cuando Cubango da Educação precisa com urgência, de 576 professores para cobrir as escolas do ensino primário em toda a extensão do Cuando Cubango e 210 para o primeiro ciclo do ensino secundário, para permitir que o ano lectivo de 2015 decorra sem sobressaltos.
O Instituto Médio Agrário do Missombo, o Instituto Médio de Saúde e a escola do primeiro e segundo ciclo do ensino secundário do Cuchi são os estabelecimentos escolares que mais dificuldades enfrentam devido à falta de professores.
“Com a realização de um concurso público para o ingresso de 1.236 novos professores o problema de falta de docentes ficava resolvido a nível da província do Cuando Cubango”, disse, acrescentando ainda que, devido à falta de professores e de escolas, milhares de crianças permanecem fora do sistema de ensino.
Miguel Kanhime apelou ao Ministério da Educação e ao Governo do Cuando Cubango no sentido de envidarem esforços para que esta situação seja resolvida o mais rápido possível, para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem na província do Cuando Cubango.

Mais escolas

Miguel Kanhime realçou que neste momento 144 salas de aulas estão construídas e devidamente apetrechadas a nível da província, para entrarem em funcionamento neste ano lectivo 2015, que tem a sua abertura prevista para o próximo dia 30.
No ano lectivo de 2014, a Direcção Provincial da Educação, Ciências e Tecnologia contou com 1.150 salas, que permitiram matricular mais de 200 mil alunos em diferentes graus de ensino. As aulas foram asseguradas por 5.166 professores. O ano passado foi positivo para o sector, com realce para o arranque das aulas no Instituto Médio Agrário do Missombo e no Instituto Médio de Saúde, o lançamento dos primeiros 14 licenciados do curso de biologia na Escola Superior Politécnica de Menongue, a construção de 360 salas de aulas e a realização do acto central da abertura do ano lectivo, presidida pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente.

Professores fantasmas

Miguel Kanhime salientou que no ano lectivo 2014 a Direcção Provincial da Educação, Ciências e Tecnologia desactivou das folhas de salário 230 professores fantasmas, na sua maioria docentes que desistiram das suas funções há anos, muitos dos quais já falecidos.
Explicou que a descoberta destes professores fantasmas só foi possível graças a um controlo rigoroso do mapa de efectividade a partir das escolas, onde se detectou que estes 230 docentes nunca assinavam o livro de ponto e quando foram tirados da folha de salário nem sequer apareceram para reclamar.
No início do ano lectivo 2014 a Direcção Provincial da Educação, Ciências e Tecnologia tinha o registo de 5.379 professores, mas, depois do levantamento feito, estão controlado 5.166, docentes que exercem na verdade as suas funções.

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