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Cuito Cuanavale vai produzir mais arroz

Carlos Paulino | Menongue

A comuna do Longa, município do Cuito Cuanavale, província do Kuando-Kubango, vai produzir anualmente seis mil toneladas de arroz, num investimento avaliado em 76,5 milhões de dólares americanos.

A comuna do Longa, município do Cuito Cuanavale, província do Kuando-Kubango, vai produzir anualmente seis mil toneladas de arroz, num investimento avaliado em 76,5 milhões de dólares americanos.
Financiado pelo Governo chinês, através da linha de crédito do Banco de Desenvolvimento e Comércio (BDC), o cultivo do arroz vai ser feito numa área de 1.500 hectares, no quadro do programa do Executivo de combate à fome e redução da pobreza.
A fase experimental do projecto arranca em Setembro próximo e a produção deste cereal começa em Outubro de 2012.
O projecto, denominado “Fazenda agro-industrial do Longa”, vai ser realizado pela empresa chinesa “Camce”, num prazo de 60 meses.
A responsável do referido projecto, Xiz Hui, manteve um encontro com os membros do governo local, chefiado pelo vice-governador do Kuando-Kubango para organização e infra-estruturas, Simão Baptista, durante o qual explicou os detalhes do projecto.
Xiz Hui lembrou que o contrato entre a “Fazenda agro-industrial do Longa” e o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas foi rubricado em 2010, na cidade de Luanda, mas o começo dos trabalhos esteve  condicionado por suspeita de existência de minas no local.
Assegurou que neste momento, uma equipa de técnicos chineses está já no local a proceder ao levantamento topográfico do terreno, uma vasta área situada nas margens do rio Longa, e outro que está localizado nas bermas do rio Kuhiriri, na localidade de Masseca.
Xiz Hui fez saber que a sua empresa vai instalar também naquela região umcentro de formação para aperfeiçoar as técnicas dos camponeses locais no domínio da agro-pecuária.
O recinto vai ter também uma biblioteca, laboratórios, estação meteorológica, serviços de fornecimento de mecanização agrícola, posto médico e uma escola primária para atender os trabalhadores e a população circunvizinha.
O centro vai contar igualmente com seis dormitórios de 25 camas cada, 12 residências para os técnicos e administradores da empresa e sistemas de captação de água potável, além de um parque de estacionamento de viaturas e máquinas agrícolas, uma estação de serviço, zona de armazenamento, oficinas, refeitório e um canal de irrigação.
Nessa óptica, solicitou o apoio do governo local e de todos os seus órgãos e das autoridades tradicionais e da população em geral, a fim de apoiarem os técnicos chineses, tendo em conta a dimensão do referido projecto.
A fazenda “agro-industrial do Longa” vai estar a três quilómetros da sede comunal com o mesmo nome. Milhares de empregos vão ser criados em benefício das populações locais.
O vice-governador, Simão Baptista, disse na oportunidade que o projecto vai ajudar ao desenvolvimento socioeconómico da província e melhoria das condições de vida das populações do Kuando-Kubango e arredores.
Disse que a província do Kuando-Kubango, devido ao seu potencial hídrico, possui savanas, que se estendem por dezenas de quilómetros e que se encontram sub-aproveitadas.
Anunciou que nos próximos dias chega a esta região outra empresa chinesa, que se vai instalar na comuna do Baixo Longa, para a produção igualmente de arroz.
Simão Baptista garantiu que o governo da província vai prestar toda a assistência que lhe for solicitada, para que estes dois mega-projectos sejam realizados sem sobressaltos.

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