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Cursos de artes e ofícios para centenas de jovens

Carlos Paulino | Menongue

Ao todo, 649 jovens frequentam, desde quarta-feira, na província do Cuando Cubango, o ciclo formativo 2019 nos centros de artes e ofícios do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), nos municípios de Menongue, Cuchi e Cuito Cuanavale.

Em cada ano que passa aumenta na região o número de jovens em cursos profissionais
Fotografia: Edições Novembro

O chefe do serviço provincial do INEFOP, Simão Inácio, explicou, durante a abertura do ciclo formativo, que os 649 formandos inscritos, 103 dos quais mulheres, vão frequentar os cursos de alvenaria, canalização, corte e costura, electricidade de baixa tensão, informática, mecânica-auto, carpintaria e serralharia no Centro Integrado de Emprego e Formação Profissional e em três centros móveis em Menongue, bem como nos pavilhões de artes e ofícios dos municípios do Cuchi e do Cuito Cuanavale.
Explicou que o ciclo formativo decorre sob o lema “A formação profissional e o empreendedorismo na era digital”, visando incentivar os jovens na elaboração de trabalhos alinhados com este tema, de forma a promover a criatividade juvenil, para permitir a realização de campeonatos entre as diversas instituições formativas e atribuir prémios aos vencedores no final de cada acção formativa.
Simão Inácio apelou aos formandos que se apliquem “com afinco e dedicação durante a formação”, evitando, sobretudo, o desperdício de tempo em coisas que não têm a ver com a formação e as desistências.
O chefe do serviço provincial do INEFOP salientou que o ciclo formativo no Centro Integrado de Emprego e Formação Profissional de Menongue e nos pavilhões de artes e ofícios dos municípios do Cuchi e do Cuito Cuanavale vai ser assegurado por 24 formadores.
Simão Inácio revelou que desde a implementação do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), no Cuando Cubango, em 2002, já foram formados 10.713 jovens, ex-militares e dependentes, nas especialidades de alvenaria, canalização, corte e costura, electricidade de baixa tensão, informática, mecânica-auto, carpintaria e serralharia.
Convidado a proceder à abertura oficial do ciclo formativo 2019, o vice-governador do Cuando Cubango para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas, Bento Xavier, disse que, a nível da província, ainda “existe um certo desinteresse dos jovens em aderirem aos cursos técnicos profissionais nas áreas de alvenaria, serralharia, canalização, electricidade, mecânica e carpintaria”.
Segundo o governante, muitos preferem frequentar os cursos de informática e contabilidade, “por acharem que terão maior oportunidade de emprego e um serviço mais dignificante.”
Bento Xavier disse que infelizmente muitos jovens não têm tirado proveito da oportunidade que o país oferece neste momento de as pessoas que se formam nas especialidades de alvenaria, serralharia, canalização, electricidade, mecânica e carpintaria, tendo em vista o processo em curso de reconstrução nacional. “Lamentavelmente, esta é uma situação que faz com que muitos jovens digam que o Executivo angolano não cria políticas de emprego, quando, na verdade, os centros de formação profissional que nasceram para o efeito, têm sido os locais onde muitas empresas de construção civil e não só vão recrutar muitos cidadãos formados nas áreas de alvenaria, serralharia, canalização, electricidade, mecânica e carpintaria”, disse.
Bento Xavier lamentou, ainda, o facto de se registar uma fraca adesão das mulheres aos cursos profissionais nos centros de artes e ofícios do INEFOP. Realçou que a formação profissional constitui um processo que visa preparar qualquer indivíduo para o mercado de trabalho. “A formação técnico-profissional é uma acção que visa municiar principalmente a juventude de instrumentos para a redução do índice de desemprego”, disse, acrescentando: o Executivo defende a formação profissional como instrumento de valorização para o aumento da produtividade e da dignificação do trabalhador.

 

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