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Debatida em Menongue utilização racional da água

Lourenço Bule | Menongue

Responsáveis do Gabinete para a Administração da Bacia Hidrográfica do Rio Cunene analisaram em Menongue, Cuando Cubango, com as autoridades locais  e membros do governo do Huambo e Cunene o Plano Geral de Utilização Integrada dos Recursos Hídricos do rio Cubango.

Plano de Utilização dos Recursos Hídrico do rio Cubango é um instrumento que Angola pretende levar aos países vizinhos como Namíbia e Botswana
Fotografia: Paulo Mulaza

Durante o encontro foram analisados os cenários de desenvolvimento e definição das metas atingir com o Plano Geral de Utilização Integrada dos Recursos Hídricos do rio Cubango e o seu impacto no seio das comunidades.
O Plano Geral de Utilização Integrada dos Recursos Hídricos do rio Cubango que engloba as províncias do Cuando Cubango, Bié, Huambo, Huíla, Moxico e Cunene é um instrumento que Angola pretende levar aos países vizinhos, como Namíbia e Botswana, com o objectivo da utilização sustentável dos recursos hídricos, com base nos conceitos e padrões universalmente aceitáveis.
O membro fundador e director do gabinete para a Administração da Bacia Hidrográfica do Rio Cunene, desde 1994, Armindo Gomes, salientou que Plano Geral de Utilização Integrada dos Recursos Hídricos do rio Cubango constitui uma mais-valia para proteger a fauna e a flora da acção negativa do homem e proporcionar um ambiente saudável da biodiversidade e das próprias comunidades ribeirinhas.
O desenvolvimento dos recursos hídricos da bacia, disse, foi feito com base no uso e utilizadores actuais e futuros, tendo em vista o desenvolvimento sustentável, o combate à pobreza, o aumento equitativo dos benefícios sociais e económicos e a criação de melhores condições para a economia da região e do país.

Animais selvagens

Armindo Gomes disse que, devido o factor guerra, Angola abraçou o projecto muito tardiamente em relação à Namíbia e Botswana. Sublinhou a necessidade de se acelerar o processo, com os esforços conjugados do Executivo e sobretudo dos Governos Provinciais do Cuando Cubango, Bié, Moxico, Huía, Cunene e Huambo.
A segunda fase do projecto começou a ser discutida na reunião de Menongue e vai dar lugar a conclusões e recomendações, programas e acções a desenvolver, porque, referiu, a Lei das Águas não permite revisões dos planos sem que tenham prática efectiva de desenvolvimento da região. “A Namíbia e o Botswana já traçaram os seus planos de desenvolvimento a médio e longo prazo.
 Agora cabe a Angola seguir o mesmo caminho, dando apenas a conhecer aos países vizinhos que passos estão a ser dados, porque o rio Cubango que tem como afluentes principais o Kwebe e o Cuito, termina no delta do Okavango e, neste caso, temos responsabilidades acrescidas”, salientou. O director do Gabinete para a Administração da Bacia Hidrográfica do Rio Cunene disse que os refugiados de guerra não são apenas os humanos, mas também os grandes mamíferos e outras espécies, incluindo aquáticas, que se deslocam dos países vizinhos para Angola e devem igualmente merecer toda atenção, tal como é prestado no realojamento das pessoas”.

Área de abrangência

Armindo Gomes explicou que a bacia hidrográfica do rio Cubango em Angola possui uma área de estudo de 151.406 quilómetros quadrados e é preciso fazer estudos profundos.
 “Este aspecto é particularmente importante quando os recursos hídricos gerados em Angola são primordiais para os recursos hídricos mobilizáveis em todas as restantes áreas, como na Namíbia e no Botswana”, disse.
O Plano Geral de Utilização Integrada dos Recursos Hídricos do rio Cubango está organizado em quatro fases: avaliação inicial, que se encontra terminada e teve a sua apresentação pública em Julho de 2012, monografia/inventariação de recursos e de necessidades, cenários de desenvolvimento e definição de objectivos, a última, que foi objecto da apresentação.
O Gabinete para a Administração da Bacia Hidrográfica do Rio Cunene vai fazer um roteiro de estudo, que depois de concluído passa a ser um instrumento integrador do projecto de desenvolvimento da região da bacia do Cubango.

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