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Defendida maior protecção do ambiente

Carlos Paulino|Menongue

O pró-reitor da Universidade Agostinho Neto para a área de Cooperação, João Seródio, afirmou sábado, em Menongue, província do Kuando-Kubango, que os programas de desenvolvimento urbanístico de infra-estruturas básicas, como estradas, pontes, caminhos-de-ferro, entre outras, devem sempre ter em conta o enquadramento ecológico e ambiental, por forma a permitir a sua durabilidade no tempo e no espaço.

As explicações de João Seródio foram atentamente escutadas
Fotografia: Carlos Paulino

 
O pró-reitor da Universidade Agostinho Neto para a área de Cooperação, João Seródio, afirmou sábado, em Menongue, província do Kuando-Kubango, que os programas de desenvolvimento urbanístico de infra-estruturas básicas, como estradas, pontes, caminhos-de-ferro, entre outras, devem sempre ter em conta o enquadramento ecológico e ambiental, por forma a permitir a sua durabilidade no tempo e no espaço.
João Seródio, que dissertava no colóquio subordinado ao tema “O desenvolvimento das sociedades e a preservação e conservação da biodiversidade”, disse que os factores principais que provocam as mudanças climáticas são a prática e o comportamento reiterado do homem, que não age em equilíbrio e sentido de responsabilidade para com a natureza.
Explicou que os principais factores que mudam o clima são o CO2 (dióxido de carbono) que representa 80 por cento dos gases com efeito de estufa e as mudanças climáticas podem resultar em chuva a mais ou menos.
João Seródio salientou que no espaço territorial do Kuando-Kubango a densidade populacional é de 0,04 pessoas por quilómetro, o que é uma boa base para o desenvolvimento sustentado, através de uma correcta educação e formação de responsabilidades colectivas.
Os participantes ao colóquio concluíram que a má utilização dos recursos hídricos dos rios Kwebe e Luahuka faz com que a água dos referidos rios seja imprópria para o consumo humano.
Concluíram igualmente que as autoridades tradicionais, administrações municipais e as organizações não governamentais devem trabalhar com às comunidades, por forma a desenvolverem-se campanhas de educação sanitária e ambiental, a fim de se criar um ambiente mais sadio, bem como a necessidade do Governo local incentivar o sector privado a abrir estações de serviço, com vista a evitar-se a lavagem de viaturas nas margens dos rios e vias públicas.  

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