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Defendido o pagamento de subsídio de isolamento

Carlos Paulino | Menongue

A necessidade de o Ministério da Saúde rever com urgência a entrada em vigor do pagamento de subsídio de isolamento, para os profissionais que trabalham nas áreas recônditas do país, foi defendida em Menongue, Cuando Cubango, pelo director do Gabinete Provincial da Saúde.

Director do Gabinete Provincial da Saúde, Mirco Macai
Fotografia: Angop

Mirco Macai, que falava durante o acto de tomada de posse da nova presidente da Ordem dos Médicos no Cuando Cubango, Irene Chocolate, disse que deve haver diferença nos salários dos profissionais da Saúde, em função do local de trabalho onde cada um exerce. 

O médico realçou que a entrada em vigor do subsídio de isolamento vai permitir atrair especialistas aos municípios, pois estes serão estimulados com salários relativamente altos. Segundo Mirco Macai, sempre que se realiza um concurso público para o ingresso de novos médicos regista-se uma fraca adesão dos profissionais dispostos a trabalharem no Cuando Cubango, principalmente no interior da província.
O director do Gabinete Provincial da Saúde pediu à bastonária da Ordem dos Médicos para apresentar a proposta às autoridades competentes. “Se este projecto se concretizar, vamos deixar de ter problemas de falta de médicos em muitos municípios, conforme acontece actualmente no Cuando Cubango, onde os médicos trabalham apenas em Menongue, Cuchi, Cuito Cuanavale, Calai e Dirico”, disse.
João Chinhinga, outro médico e director do Gabinete Municipal da Saúde em Menongue, disse que o médico colocado em Luanda não pode ganhar o mesmo salário que outro profissional que estiver a trabalhar, por exemplo, no Cuando Cubango, Cunene e/ou no Moxico.
João Chinhinga acrescentou que o médico colocado na cidade de Menongue não pode ganhar como outro que trabalha em Mavinga, Rivungo e Nancova, por serem localidades que não oferecem muitas condições sociais básicas aos munícipes ou a um profissional destacado nas referidas regiões.
“Com o pagamento do subsídio de isolamento, estaríamos a promover a justiça social e fazer com que os grandes profissionais não fiquem confinados em Luanda ou no litoral, onde as condições sociais são atractivas, deixando as províncias e municípios do leste e sul sem médicos”, disse. O médico defende que o Hospital Geral do Cuando Cubango deve ser uma unidade hospitalar escola para facilitar a formação.

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