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Deficientes querem ajudar a desenvolver a economia

Lourenço Bule| Menongue

Milhares de pessoas com deficiência, controladas pelo Gabinete Provincial da Acção Social Família Igualdade de Género,  no Cuando Cubango,  subscreveram uma carta onde solicitam ao Executivo a inserção em programas que visam o  desenvolvimento socio-económico do país.

Deficientes pretendem participar em várias actividades
Fotografia: DR

O director em exercício do Gabinete Provincial da Acção Social, Pedro Diniz, disse que muitas  pessoas deficientes  controladas pela instituição que dirige estão capacitadas para trabalhar  nos sectores  Agro-pecuário, Pescas, Educação, Saúde, entre outros.  
 O responsável,  que falava à imprensa sobre os preparativos do  Dia do Deficiente, a assinalar-se amanhã , informou que a maior parte das pessoas  deficientes cadastradas em toda província  emigraram para a cidade de Menongue,  “porque se debatiam com a carência de serviços  básicos nas suas localidades”.
 Pedro Diniz  fez saber que as sete mil 325  pessoas deficientes controladas pelo governo provincial são  maioritariamente surdas, paralíticas, amputadas (vítimas de minas e de acidentes de viação) e outros incidentes, que enfrentam inúmeras dificuldades para sobreviverem, por não terem uma fonte de rendimento.
“Todos os dias recebo pessoas deficientes que pedem  alimentos por não terem onde ir buscar, e muitas destas pessoas têm  famílias”, disse, acrescentando que apenas 120 pessoas  deficientes no Cuando Cubango recebem apoio regularmente.
 Na sua visão, a inserção destas pessoas em actividades produtivas vai ajudá-las a minimizar as inúmeras dificuldades do dia-a-dia. “A inclusão social destas pessoas deve constituir uma prioridade do Executivo, até porque muitas delas têm cursos profissionais  que são úteis para alavancar a economia.

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