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Directores da Educação em acção formativa

Carlos Paulino | Menongue

Directores municipais da Educação e coordenadores das Zonas de Influência Pedagógica (ZIP), na província do Cuando Cubango, estão a ser capacitados na cidade de Menongue, visando a melhoria na elaboração e implementação de projectos educativos escolares.

Responsáveis da Educação frequentam formação
Fotografia: Nicolau Vasco| Edições Novembro

A acção formativa, com a duração de três dias, vai munir os participantes de conhecimentos sobre a gestão escolar, planificação e passos para a elaboração de um projecto educativo, plano de acção, elaboração do diagnóstico da situação da escola, procedimentos para a aquisição dos subsídios escolares, financiamento dos projectos educativos escolares, entre outros temas.
O coordenador provincial das Zonas de Influência Pedagógica, Benjamim Nguejia, explicou que o seminário tem como objectivo capacitar os directores municipais da Educação e coordenadores das ZIP com instrumentos de planificação, que visam a melhoria da qualidade da gestão das escolas.
Benjamim Nguejia disse que os directores municipais da Educação e os coordenadores das ZIP têm a incumbência, depois da formação, de transmitir os conhecimentos adquiridos aos directores, inspectores e funcionários administrativos nas escolas dos seus municípios.
Benjamim Nguejia disse que um dos objectivos é desenvolver acções de formação para garantir que os gestores escolares sejam capazes de elaborar, implementar e avaliar os projectos educativos nas escolas, para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem a nível da província.
“Esta acção formativa visa ainda contribuir para uma melhor organização das instituições escolares e promover a participação de toda a comunidade educativa na partilha e debate de ideias, na busca de soluções dos problemas nas escolas”, disse Benjamim Nguejia.
Por seu turno, o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Miguel Kanhime, considerou que o processo de ensino só vai conhecer melhorias com a formação constante dos gestores de escolas e professores.
“Estamos num período em que as escolas são do século XIX, os professores do século XX e os alunos do século XXI, ou seja os estabelecimentos escolares e os professores estão ultrapassados em relação às novas tecnologias e aos alunos que muitas  vezes levam aparelhos electrónicos para a investigação científica”, disse, para acrescentar que as escolas continuam com as mesmas dificuldades do século XIX, como a falta de bibliotecas e laboratórios, e muitos professores não têm formação pedagógica.
Miguel Kanhime realçou que, para que as escolas e os professores sejam também do século XXI, é necessário que o Governo  aposte  na forma de actuação  das instituições escolares, com bibliotecas e laboratórios devidamente equipados, e na formação contínua dos docentes.
“ As entidades de direito têm de apetrechar as escolas  ao ritmo do crescimento da sociedade, para que os alunos possam concluir a formação com qualificação.Portanto, afigura-se toda necessidade de capacitarmos sistematicamente  os formadores para que eles possam também formar bons quadros. São desafios que se impõem  nos dias de hoje”, disse Miguel Kanhime.

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