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Doença desconhecida está a provocar mortes

Weza Pascoal | Menongue

O administrador do município do Rivungo, Júlio Vidigal, disse ao Jornal de Angola que a sua localidade está a ser assolada por uma doença estranha que, desde Dezembro, já vitimou 36 pessoas, entre crianças e adultos.

O administrador do município do Rivungo, Júlio Vidigal, disse ao Jornal de Angola que a sua localidade está a ser assolada por uma doença estranha que, desde Dezembro, já vitimou 36 pessoas, entre crianças e adultos.
Alguns doentes foram enviados para os postos médicos das localidades fronteiriças de Shangombo e Shipuma (Zâmbia), Catima Mulilo, Suswe e Bwabwata (Namíbia), onde foram rejeitados, porque as autoridades sanitárias das referidas regiões alegaram não disporem de equipamentos para diagnosticar a doença.
As pessoas afectadas pela doença queixam-se, geralmente, de fortes dores de cabeça, febres muito altas e, no espaço de 72 horas, acabam por morrer, uma situação que está a provocar medo entre a população local.
Júlio Vidigal esclareceu ainda que, na localidade da Jamba, no espaço de cinco dias, morreram seis pessoas, e no Tchipundo a doença já provocou 24 óbitos, estando agora a chegar relatos de outros pontos mais recônditos do município do Rivungo, no Kuando-Kubango, que dão conta da morte de mais indivíduos.

Sintomas

O director provincial da Saúde disse ao Jornal de Angola ter uma informação vaga sobre a doença e que já está a trabalhar em coordenação com o Governo Provincial, para o envio, o mais urgente possível, de uma equipa integrada por um técnico de laboratório, de vigilância epidemiológica e um médico.
Fernando Cassanga afirmou que pelo diagnóstico da pessoa afectada (dores de cabeça fortes e febres altas) é possível tratar-se de casos avançados de malária, razão pela qual também vão ser enviadas para o Rivungo alguns testes rápidos da doença e fármacos.
O município do Rivungo possui uma floresta densa, onde, além de muitos mosquitos, existe a mosca do sono e agora, com as chuvas que caem regularmente naquela localidade, é provável que seja esta a origem do problema, acrescentou o director provincial do Kuando-Kubango da Saúde.

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