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Doença estranha mata gado bovino

Nicolau Vasco | Menongue

Um surto ainda não identificado vitimou, de Janeiro a Junho do corrente ano, mais de 1.600 cabeças de gado bovino na comuna do Caiúndo, a 145 quilómetros da cidade de Menongue, Kuando-Kubango.

Decorre uma campanha intensiva de vacinação que visa imunizar milhares de cabeças de gado
Fotografia: Nicolau Vasco | Menongue

Um surto ainda não identificado vitimou, de Janeiro a Junho do corrente ano, mais de 1.600 cabeças de gado bovino na comuna do Caiúndo, a 145 quilómetros da cidade de Menongue, Kuando-Kubango, informou na quinta-feira o chefe de departamento provincial dos Serviços Veterinários, Pedro Tibério.
O responsável afirmou que, enquanto se aguardam os resultados das amostras de sangue recolhidas em Março e enviadas para um laboratório na África do Sul, os técnicos do sector vão continuar a envidar esforços para que a doença não se espalhe para as outras localidades da região.
Segundo o responsável, a par deste surto, que está a vitimar centenas de cabeças de gado, a comuna do Caiúndo regista ainda um elevado número de bovinos com cancro da pele, provocado por carraças, e com sintomas de diarreia.
Pedro Tibério anunciou que está a decorrer uma campanha intensiva de vacinação, que visa imunizar cerca de 125 mil cabeças de gado contra a pleuropneumonia contagiosa, carbúnculo hemático, dermatite nodular e raiva.  A falta de meios de transporte e de cultura de muitos criadores foram apontados como os principais problemas que têm dificultado os técnicos do sector na cobertura total das campanhas de vacinação do gado bovino, a nível da província, estimado em 200 mil cabeças.

Falta de transporte dificulta vacinação

“Os serviços veterinários dispõem apenas de três médicos, sete técnicos médios e quatro viaturas em estado obsoleto e sem capacidade para atingir as áreas de difícil acesso”, disse Pedro Tibério.
O chefe de departamento provincial dos Serviços Veterinários reforçou o apelo aos criadores no sentido de evitarem temporariamente o consumo e a venda de carne bovina, bem como a circulação de animais oriundos da comuna do Caiúndo, enquanto não se apurarem os resultados e o controlo epidemiológico da doença.
A população da região dedica-se fundamentalmente à agricultura e criação de gado.

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