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Empresários dão apoio às vítimas da seca

Nicolau Vasco| Menongue

Um grupo de empresários da província do Cuando Cubango entregou domingo, na cidade de Menongue, três toneladas de bens de primeira necessidade à Administração Municipal de Mavinga, para apoiar mais de 20 mil pessoas atingidas pela seca.

As autoridades administrativas de Mavinga dizem que as ajudas são irregulares e insuficientes para solucionar o problema da fome
Fotografia: Ja| imagens

Francisco de Almeida Chicote, proprietário da empresa Fratchicote,  que se juntou à empresa Bela&Filhos e à Minga&Filhos, disse que a doação é resultado de um pedido de socorro das autoridades de Mavinga.
Almeida Chicote lamentou a postura da maioria dos empresários da província, que nunca se preocupam com os problemas sociais que as populações enfrentam actualmente, principalmente em Mavinga. “Apesar do pedido de socorro das autoridades, muitos  empresários mantiveram-se em silêncio”.
O vice-governador provincial para o sector Económico, Ernesto Kiteculo, considerou recentemente que a situação da seca a nível do Cuando Cubango está a provocar a redução do stock de alimentos, a migração forçada das pessoas, a morte e a venda apressada de animais, principalmente em Mavinga, Rivungo, Nancova, Cuangar, Calai e Dirico.
“O agravamento da crise alimentar nessas comunidades rurais levou o Governo a aconselhar as comunidades camponesas a procurarem as zonas mais baixas e húmidas no sentido de cultivarem hortícolas, milho, massango, feijão e tubérculos”, referiu o vice-governador do Cuando Cubango.
Ernesto Kiteculo adiantou que esta estratégia ajudaria a diminuir os efeitos da fome, nos próximos tempos, uma vez que as ajudas são irregulares e insuficientes para solucionar o problema, que afecta milhares de pessoas de comunidades da província do Cuando Cubango, que mais sofrem os efeitos da seca que assola a região há vários anos.

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