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Empresas evitam notificar os acidentes de trabalho

Weza Pascoal | Menongue e Delfina Victoriano | Cuito

A chefe de departamento provincial da Inspecção-Geral do Trabalho no Cuando Cubango denunciou algumas irregularidades por parte das empresas que operam na região, sobretudo as de construção civil, que se furtam a comunicar os acidentes laborais que se registam no dia-a-dia.

Casos de acidentes de trabalho são mais frequentes sobretudo nas empresas de construção civil por falta de equipamentos apropriados
Fotografia: JAIMAGENS

Ao falar numa palestra a propósito do Dia Mundial da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, Joaquina Calenga disse que, desde o início do ano até agora, a instituição registou apenas um acidente de trabalho, o que considerou ser consequência de falsas informações dadas pelas empresas, que omitem os dados reais.
No ano passado, foram registados quatro acidentes, todos no ramo da construção civil, um número que, na sua opinião, também não corresponde à verdade, tendo em conta o número de empresas que operam na província.
“É necessário que as instituições empregadoras comuniquem todo o tipo de acidentes que se verifiquem no local de trabalho, porque precisamos de saber se há melhorias na nossa protecção, ou não, e se há diminuição dos acidentes”, alertou.
O director provincial em exercício do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPESS), Baptista Dala, disse que a sua instituição vai continuar a promover acções de divulgação das normas e disposições legais, previstas na Lei Geral do Trabalho a todas as empresas públicas e privadas que operam no Cuando Cubango, sobre matéria relacionada com a segurança, higiene e saúde no local de trabalho, para alterar o quadro actual.
 “Temos desenvolvido, periodicamente, acções de sensibilização junto de todas as entidades empregadoras existentes na província. Cada uma deve assumir as suas obrigações, no cumprimento dos direitos e deveres dos trabalhadores, e tomar as medidas úteis e necessárias para que o trabalho seja realizado em condições dignas, que permitem o normal desenvolvimento físico, mental e social dos activos, que os protejam contra o uso dos produtos químicos, evitando assim doenças profissionais”, frisou.
Baptista Dala pediu aos responsáveis das empresas para acatarem as orientações que são transmitidas pelos inspectores da direcção provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social durante as palestras que são realizadas em diversas instituições e que servem de suporte ao exercício das actividades quotidianas.

Segurança no trabalho


A directora provincial do Ministério de Administração Pública, Trabalho e Segurança Social no Bié realçou, numa palestra, a importância das empresas de construção, sobretudo as que usam produtos químicos, garantirem segurança no trabalho e subsídios de saúde.
Faustina Eianga, que falava sobre “Segurança e Saúde no Uso de Produtos Químicos no Trabalho”, disse que vão começar a ser realizadas palestras em empresas sobre a importância de se cumprir o que está estipulado por lei, como o uso de capacetes, máscaras, luvas e cintos de segurança por parte dos operários e que os infractores passam a ser multados e indemnizarem as vítimas.
A palestra foi realizada no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Segurança Social no Trabalho, que ocorreu ontem. O 28 de Abril lembra o grave acidente de 1969, numa mina dos Estados Unidos, que provocou a morte de dezenas de trabalhadores.  A data foi instituída em 2001 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dados da OIT revelam que anualmente se registam no mundo mais de 270 milhões de acidentes de trabalho e de 160 milhões de doenças profissionais.

Menos acidentes  no Bié

Os acidentes de trabalho no Bié diminuíram no primeiro trimestre em relação a idêntico período de anos anteriores, revelou a directora provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS). Faustina Eianga disse que nos primeiros três meses deste ano foram registados apenas dois acidentes de trabalho, um numa empresa de limpeza e o outro numa de construção civil.
A directora provincial afirmou que no Bié há mais de 500 empresas de comércio, mas que a MAPTSS tem somente o registo de sete de construção civil

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