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Ensino especial mais abrangente

Cláudia Muhatili| Menongue

As autoridades governamentais do Cuando Cubango devem envolver-se directamente no registo das pessoas com necessidades especiais residentes em zonas afastadas para serem inseridas no próximo ano lectivo no sistema de ensino, disse o director provincial da Educação.

Pessoas com deficiência permanente ou transitória têm de percorrer longas distâncias para aprenderem a ler e escrever
Fotografia: Cláudia Muhatili| Menongue

Miguel Kanhime declarou, que excepto Menongue, os municípios não têm ensino especial, embora o sector do ensino dado ordens aos seus representantes naquelas áreas para enviarem dados das pessoas com deficiência permanente ou transitória.
O director provincial referiu a importância de reunirem dados para em cada localidade  se definir o tipo de professor e de equipamentos a utilizar.
Em Menongue, declarou, há cerca de 750 crianças que frequentam aulas na escola do ensino especial “Senhora de Fátima Perpétuo Socorro” e noutra instituição tutelada pela Igreja Evangélica Congregacional de Angola (IECA).
Miguel Kanhime disse haver “todo o interesse“ em o Governo Provincial prestar mais atenção aos alunos com deficiências para não se sentirem excluídos e porque ao aprenderem a ler e a escrever mais facilmente entram no mercado de trabalho. Miguel Kanhime, que falava durante uma visita ao município do vice-governador para o sector político e social, Pedro Camelo, também lamentou que o sector não tenha instalações próprias e funcione numa escola.
/>Falta de professores

O director provincial mostrou-se igualmente preocupado com o número reduzido de professores e apelou à realização de um concurso público para a admissão de mais dois mil para os cincos institutos médios e escolas primárias inaugurados este ano. O Cuando Cubango tem 159 escolas primárias, 36 do primeiro ciclo e nove do segundo a que se juntam 41 turmas que funcionam em locais improvisados, situação que é ultrapassada no próximo ano lectivo com a inaguração de mais estabelecimentos de ensino.
Miguel Kanhime disse haver 1.150 salas em funcionamento na província, que tem 3.817 professores do ensino primário, 797 do primeiro ciclo e 238 do segundo. Este ano lectivo matricularam-se 153.023 alunos do ensino primário, 13.621 do primeiro ciclo e 6.238 do segundo ciclo do ensino secundário.
O director provincial recordou que na província do Cuando Cubango não há nenhum colégio privado, mas que há escolas comparticipadas pertencentes a Igrejas e a pessoas individuais, mas que funcionam sob tutela da Direcção da Educação.

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