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Escola Superior Politécnica forma biólogos

Weza Pascoal| Menongue

O director da Escola Superior Politécnica de Menongue (ESPM), da Universidade Mandume ya Ndemufayo, anunciou que a sua instituição vai formar pela primeira vez, no final deste ano lectivo, um total de 25 estudantes com o nível académico de licenciatura no curso de Biologia.

As jornadas científicas da Escola Superior Politécnica serviram para os estudantes apresentarem os seus trabalhos investigativos
Fotografia: Maurício Jacinto|Menongue

Nafilo Doris, que falava durante o acto de abertura das primeiras jornadas científico-pedagógicas, que decorreram na cidade de Menongue de 21 a 23 do corrente mês, explicou que o encontro serve para os estudantes apresentarem alguns temas investigativos, relacionados com o trabalho de fim de curso.
“As jornadas cientifico-pedagógicas constituem um acto significativo e importante na vida académica, científica e investigativa no ensino superior e visa o intercâmbio dos trabalhos científicos, realizados pelos estudantes e professores ”, disse o director da ESPM.
Nafilo Doris explicou que o evento representa ainda a conciliação da teoria com a prática do nível secundário ao superior, onde cada um deve se adaptar às novas exigências, comportamentos, tecnologias, hábitos académicos e científicos.
Realçou que a Escola Superior Politécnica de Menongue possui apenas três áreas científicas, que são a da educação, saúde e engenharia, com base na junção de conhecimentos científicos, pedagógicos, técnicos e tecnológicos, na sua vertente prática.  Nafilo Doris salientou que, devido à escassez de salas de aulas, a escola não prevê a abertura de novos cursos nas várias áreas do conhecimento, enquanto não terminarem as obras de construção do pólo universitário, que está a ser erguido no bairro do Mupambala, arredores da cidade de Menongue.

Dificuldades

Nafilo Doris assegurou que a instituição que dirige funciona nas instalações da antiga escola técnica básica de saúde e conta com nove salas para aulas, dois laboratórios de enfermagem e informática, uma biblioteca e um anfiteatro, com capacidade para albergar 400 pessoas.
Realçou que, nesse momento, o laboratório para os alunos do curso de Biologia ainda não foi montado, por falta de espaço.
Nafilo Doris fez saber que a Escola Superior Politécnica de Menongue é assegurada por 44 docentes cubanos e quatro angolanos, assim como sete colaboradores, que foram contratados este ano para leccionar no curso de Informática e Gestão de Empresas.
 
Necessidades
 
Nafilo Doris revelou que a escola necessita de vedação, para melhor segurança, construção de duas naves, com três salas de aulas, cada uma com capacidade para 50 alunos. A Escola Superior Politécnica de Menongue necessita ainda de uma biblioteca com 40 lugares, incluindo o mobiliário, um auditório para 80 estudantes e três laboratórios de Biologia, Enfermagem e Informática de Gestão Empresarial.
Defendeu igualmente a necessidade da construção de seis gabinetes e igual número de quartos de banho, meios de transporte, acabamento da quadra polidesportiva e seis residências para acomodação de docentes.
“Com esta situação resolvida, vamos projectar melhor as nossas actividades de investigação científica e de desenvolvimentos na Escola Superior Politécnica de Menongue, de modo que possamos trabalhar para a formação qualitativa e quantitativa dos estudantes”, enfatizou.
 O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Miguel Canhime “Cazavubo”, disse que as instituições do ensino superior têm como finalidade moldar a parte superior do homem. “É no ensino superior onde todos os problemas da falha do estudante deve ser resolvido. E estas jornadas científicas consistem em recolher informações sobre o que os estudantes fazem, como actuam na sociedade e o que têm feito para o desenvolvimento estudantil”, concluiu. A Escola foi aberta em 2009.

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