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Faltam cirurgiões para intervenções a cataratas

Weza Pascoal

O Hospital Geral do Cuando Cubango está impossibilitado de realizar cirurgias a cataratas, devido à falta de médicos, medicamentos e material, razão pela qual os mais de 150 doentes graves, diagnosticados desde Janeiro, foram transferidos para unidades sanitárias da província de Benguela.

Hospital está apetrechado para consultas de oftalmologia
Fotografia: Edições Novembro

João da Cruz Horácio, especialista em Optometria, disse que, apesar de o Hospital Geral do Cuando Cubango ser considerado um dos mais bem equipados do país, a área reservada às consultas de Oftalmologia regista falta de biómetros, lâmpadas, ultrassons oculares, microscópios, material cirúrgico, suturas oculares e lentes intra-oculares, entre outros equipamentos indispensáveis.
Realçou que outro constrangimento se prende com a falta de especialistas e o facto de as consultas de Oftalmologia e de Optometria partilharem a mesma sala, um espaço demasiado pequeno para atender os mais de 30 pacientes, que diariamente solicitam os referidos serviços. 
Actualmente, acrescentou João Horácio, o Hospital Geral do Cuando Cubango realiza apenas consultas de Oftalmologia e Optometria, para o diagnóstico e tratamento dos casos menos graves, distribuição de fármacos e a recomendação do uso de lentes graduadas, para a correcção de alguns problemas na visão.
“O optometrista lamentou ainda a falta de ópticas para a comercialização de lentes graduadas a nível da província, sendo que os pacientes são obrigados a recorrer a outras províncias.
João da Cruz Horácio apelou à população para evitar práticas que possam colocar em risco a visão, como a exposição demasiada aos televisores e computadores, banho com água imprópria, bem como a proteger os olhos com óculos escuros, principalmente na época de Cacimbo, onde há muito vento e poeira.

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