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Faltam médicos e medicamentos

Carlos Paulino | Menongue

A falta de médicos e medicamentos nos centros hospitalares da comuna do Caiundo, a 145 quilómetros da cidade de Menongue, no Kuando-Kubango, está na origem do aumento do número de óbitos materno-infantis, disse na quarta-feira, ao Jornal de Angola, o chefe adjunto do sector da Saúde.

A falta de médicos e medicamentos nos centros hospitalares da comuna do Caiundo, a 145 quilómetros da cidade de Menongue, no Kuando-Kubango, está na origem do aumento do número de óbitos materno-infantis, disse na quarta-feira, ao Jornal de Angola, o chefe adjunto do sector da Saúde.
Bernardo Campulo assegurou que, desde princípios do mês de Janeiro, o centro médico da sede comunal de Caiundo registou 16 mortes, maioritariamente crianças, vítimas de doenças diarreicas, respiratórias agudas e malária e sarampo.
Acrescentou que, no período em balanço, o centro médico atendeu 200 pacientes com problemas de malária, 198 com infecção da pele, 185 acossados por diarreias agudas, 180 por conjuntivite, 150 por doenças respiratórias agudas, 120 por doenças sexualmente transmissíveis, entre outras.
Com uma população estimada em 55.387 habitantes, a comuna do Caiúndo tem apenas nove postos de saúde e um centro materno infantil, uma ambulância e 18 técnicos básicos, número considerado irrisório para atender a todas as pessoas que diariamente acorrem em busca de assistência médica.
“Os casos mais graves são transferidos para o hospital central, situado no município de Menongue, onde há médicos especializados e medicamentos suficientes para um tratamento adequado”, disse Bernardo Campulo.
O centro materno-infantil instalado na sede comunal do Caiúndo, acrescentou, tem capacidade para internar oito doentes. Diariamente são atendidos entre 25 a 30 pacientes.

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